segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Moacyr Scliar

No último Domingo, 27/02/2011, aos 73 anos, faleceu o escritor e médico Moacyr Scliar, devido a falência múltipla dos órgãos após um acidente vascular cerebral.

Moacyr Scliar, além de um grande escritor, foi um homem que defendia os mais elevados ideais de fraternidade, liberdade e igualdade. Um socialista no devido sentido da palavra!

Em homenagem a este mestre da literatura brasileira, alinho sua foto nste blog à esquerda, indicando um link com uma entrevista na Biblioteca Arthur Riedel, em São Roque/SP, realizada em 2010. Na ocasião, tive o prazer de conversar e conhecer de perto essa grande alma humana.

Confira a entrevista com Moacyr Scliar no link abaixo:
http://grupoculturainterior.blogspot.com/2010/06/um-imortal-na-biblioteca.html

Obrigado por tudo Moacyr Scliar!

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Serenata ao Prefeito - protesto pacífico em São Roque/SP


Quarta-feira desta semana músicos de São Roque/SP organizaram um protesto pacífico intitulado "Serenata ao Prefeito", para exigir mudanças na Lei do Silêncio. Cerca de 30 pessoas participaram, entre músicos, proprietários de estabelecimentos e população em geral.

Após uma passeata da Prefeitura até a Praça da Patriz da cidade, a população abraçou o movimento, participou cantando, aplaudindo e fazendo um abaixo-assinado (mais de 200 assinaturas) apoiando a iniciativa.

Durante cerca de 2 horas músicos dos mais variados estilos tocaram em praça pública reivindicando a alteração nas três leis que regulamentam a realização de eventos com música ao vivo, som eletrônico, entre outros, na cidade.

"Nós queremos apenas que sejam feitas emendas nas leis permitindo que bares, restaurantes e similares, que não possuam isolamento acústico, possam trabalhar com música ao vivo, dentro de um limite de horário e volume. Enquanto o Prefeito não alterar as leis o movimento irá continuar, cada vez mais forte, contando com o apoio da Associação Comercial de São Roque, da Câmara Municipal, da imprensa de toda a região e de todo o país, bem como, do público que nos prestigia", afirmam os representantes.

“Outra questão que me preocupa é que analisando a legislação pude perceber que a maioria das leis municipais, tanto de capitais como do interior, que regulamentam a emissão de ruídos, no artigo que trata das exceções, ou seja, do que é permitido por Lei, aparece sempre como primeiro item a permissão de som volante e carros com auto-falantes para a realização de campanhas e divulgando comíssios em época eleitoral. Gostaria apenas de deixar uma questão: o que incomoda mais a população, um músico tocando violão em um barzinho ou um carro de som dando inúmeras voltas na rua de sua casa, tocando a mesma música, durante 24hs, cantando o número de um candidato? Por que a Prefeitura não regulamenta melhor os ruídos emitidos nas campanhas eleitorais? Ou seja, nós, artistas, estamos pedindo pra classe que faz mais barulho quando quer ser ouvida, a classe política, que ela permita que o público possa prestigiar nossa manifestação artística. Isso é no mínimo controverso e curioso”, comenta Mário Barroso.

O vereador Rodrigo Nunes, que apoiou o movimento desde o início acredita que os músicos vão vencer essa batalha. "Acho muito importante esse tipo de manifestação, legítima e pacífica. Acredito que os músicos mostraram sua força, organização e articulação, já que o movimento teve grande repercussão em todo o país, tanto na imprensa como em blogs e sites da internet. Vou trabalhar para que a Câmara Municipal aprove essas emendas".


sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Prefeito proíbe Música ao Vivo em São Roque

Desde agosto de 2010 a Prefeitura começou a tomar medidas arbitrárias, multando bares e restaurantes que colocavam música ao vivo em suas dependências. É importante frisar que as multas eram aplicadas sem os fiscais sequer medirem os decibéis e muitas vezes os fiscais levavam a multa nos dias seguintes dos acontecimentos, sem notificar o estabelecimento e sem qualquer justificativa.

Em novembro de 2010 músicos e proprietários de bares e restaurantes se organizaram na Associação Comercial, com o apoio do presidente Antonio Di Girolamo, para discutir como fazer a Prefeitura entender que com as duras medidas tomadas bares iriam fechar, músicos ficariam impedidos de execer sua atividade e o movimento noturno de entretenimento na cidade iria cair burscamente. Na ocasião, foram eleitos representantes para conversar com o Prefeito, o vereador Rodrigo Nunes, o músico Edson D'aísa e a comerciante Sônia, levando ofícios da Câmara Municipal e Associação Comercial apoindo a iniciativa dos músicos, visando solucionar a questão da melhor maneira possível.

Após uma reunião no prédio do Planejamento na Prefeitura de São Roque, ficou acertado com o então Diretor de Planejamento, Advogado e Fiscais da Prefeitura, que poderia ser feita uma adequação na Lei que dispõe sobre a atividade noturna da cidade.

Os representantes tiveram apoio dos vereadores Rodrigo Nunes, João Paulo e Milton Cavalcanti, os quais colocaram a Câmara Municipal à disposição para buscar Leis de outros municípios turísticos para adequar a atividade noturna da cidade.

Logo após, o vereador Rodrigo Nunes protocolou na Prefeitura a proposta de emenda em Novembro de 2010. A Prefeitura informou que tomaria as providências em um prazo de um mês, mas até agora nada foi feito, absolutamente nada!

De lá pra cá três estabelecimentos fecharam as portas, os bares Camaleão, Cappadocia e o clube Palhoça. Parece pouco, mas para uma cidade como São Roque, carente nesse tipo de atividade, isso é muito impactante. Os proprietários alegam que foi determinante a questão do impedimento de som ao vivo para a queda nos rendimentos e consequente fechamento dos estabelecimentos.

Ou seja, com essa atitude a Prefeitura contribui com o desemprego, a falta de entretenimento para o público local e turistas, trazendo um impacto negativo para comerciantes, músicos e para a economia da cidade como um todo.

É importante frisar que a maioria dos músicos da cidade vivem exclusivamente de sua profissão, têm família, filhos, sendo os principais prejudicados com essa situação. Sem contar que a Prefeitura não possui uma agenda regular de eventos que ofereça mais oportunidade de trabalho para os mesmos. Além disso, São Roque é uma das cidades com mais alunos inscritos no Conservatório de Tatuí e possui inúmeros músicos de destaque no cenário regional, nacional e internacional.

"Nós queremos trabalhar! É inadmissível ter que mendigar ao Prefeito para que ele dê condições de exercermos nossa profissão. Nos sentimos marginalizados! Esse descaso está prejudicando nossas famílias e fazendo com que tenhamos que sair de São Roque em busca de oportunidade. Nós estamos agindo com bom senso, ao contrário da Prefeitura, estamos organizados, temos o apoio da Câmara dos Vereadores, da Associação Comercial e do público que nos prestigia. Merecemos o devido respeito!", afirmam os representantes dos músicos locais.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Concurso Darcy Penteado de Pintura será realizado neste Sábado em São Roque/SP

A Divisão de Cultura realiza neste Sábado, das 10h às 17hs, no CEC Brasital, o “Concurso Darcy Penteado de Pintura”.


A idéia do evento partiu da ilustradora e designer são-roquense Josie Espírito Santo, após uma viagem de intercâmbio cultural pela Europa no segundo semestre de 2010.

Abaixo seguem todas as informações sobre o evento:

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

TRAMA CULTURAL - primeira edição


No último domingo (23/01) foi realizada a primeira edição do TRAMA CULTURAL, nas dependências do CEC Brasital, em São Roque/SP. Inúmeros artistas de diferentes áreas compareceram e apresentaram suas obras. Músicos, dançarinos, atores, poetas, dividiram espaço com o bom público que prestigiou o evento.


“Brotaram artistas de todos os cantos da cidade, inclusive de municípios vizinhos. O público presente pode prestigiar poesias, músicas, performances e intervenções diferenciadas dos participantes. Na primeira edição atingimos o nosso objetivo, que consiste em reunir os mais variados segmentos artísticos e mostrar que a cidade possui inúmeros atores, poetas, dançarinos, músicos, entre outros profissionais da cultura que produzem regularmente”, afirma Mário Barroso, idealizador do evento ao lado do músico Edson D’aísa.

A próxima edição do TRAMA CULTURAL será realizada dia 27 de Fevereiro na Praça da República, a partir das 14hs. “Nossa proposta é realizar o evento de forma itinerante pelos bairros da cidade. Desta forma, o número de artistas participantes irá aumentar e o público de todos os cantos do vale poderá curtir o evento”, afirma Edson Daísa.

Para ver fotos, vídeos e obter informações sobre o evento acesse: http://tramaculturalsr.blogspot.com

Contato: tramacultural@hotmail.com

Fotos: Karen Vieira Barroso

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

11/01/2011


Não há como encontrar explicação

Quanto se perde um ente querido,

Um pai, um irmão, um amigo,

Um caso novo, um amor antigo,

Um animal de estimação.



A morte não se explica,

Não se justifica.

Não adianta gritar com Deus,

Insultar e dar as costas para o mundo.

Há de se lembrar,

O Universo é regido pelo acaso,

Não pelo descaso.



Qualquer crença ou filosofia não é suficiente.

Isso é fato.

Quando a saudade se instala no coração,

Na hora em que o trem leva

Quem tanto amamos na vida

Para a próxima e longínqua estação,

Tudo perde o sentido.

O tempo pára,

O sol já não esquenta,

A chuva não refresca,

A comida fica entalada na garganta,

A água parece um plasma insosso.

A rima perde a graça,

O sentido e o verso.

Mas a gente insiste em encontrar conforto,

Seja na desculpa, no argumento,

No laudo médico do plantonista.

No entanto, quando o pneu desgasta e a curva fecha,

Não há como se segurar na pista.



É estranha essa dádiva

Como é estranha essa experiência.

A corrida do corpo em busca do altar

Oferecendo a alma como o preço do jogo da vida,

Uma passagem sem volta que não queremos comprar.

Muitos por não saber o destino, outros, se poderão retornar.


Rezamos por hora, às vezes, sem acreditar

Por mais forte ou ríspido seja o ser,

O nocaute é certeiro.

O esqueleto desmonta na cama,

Alguns tentam manter a pose mas,

Lenços e lençóis são inundados

Pela dor de amar e não poder partilhar.



Inevitável como deve ser

Ela busca e leva para algum lugar

Aqueles que um dia viajaram com a gente,

Falando, brigando ou apenas vivendo.

Compartilhando o sorriso triste,

O choro contente.

O almoço de domingo e a pipoca no sofá.



Já no momento seguinte vem a necessidade

De continuar fazendo o dia-a-dia,

Reproduzindo as rotinas,

Tirando o pó das cortinas,

Para ver brilhar a realidade.


Depois o que fica é a certeza

De que tudo está fora do nosso controle

E não sabemos o que virá pela frente.

No mais, não há oração, pensamento ou conselho,

Não há abraço que acolha o suficiente.

Não há poesia ou texto que estanque,

Que tire dos ombros o fardo da dor,

De, agora, ter as lembranças no coração

E apenas a foto na estante.


por Mário Barroso