quarta-feira, 17 de outubro de 2012

IV Conferência Municipal de Cultura será na próxima segunda-feira


Dia 22 de Outubro de 2012, no CEC Brasital, será mais uma oportunidade dos cidadãos, artistas, produtores, empresários e gestores da cidade dialogarem para criar a Política Pública de Cultura de São Roque.

A IV Conferência Municipal de Cultura será realizada pelo Conselho Municipal de Cultura em parceria com o Fórum Permanente de Cultura e a Divisão de Cultura da Prefeitura de São Roque.

Na parte da manhã, às 10hs, haverá a abertura do evento com a palestra de Célio Turino, um dos idealizadores do “Programa Cultura Viva” – política do Ministério da Cultura que marca uma mudança de paradigma na elaboração de políticas públicas para a Cultura no Brasil.

No período da tarde, às 14hs, haverá as discussões de propostas em cinco mesas distintas, divididas conforme os eixos do Plano Nacional de Cultura. Para orientar os participantes, o Conselho Municipal de Cultura disponibilizou um material consultivo que pode ser acessado no blog do Conselho: http://conselhomunicipaldeculturasr.blogspot.com

É extremamente importante a sua presença e militância para mudar a dinâmica da Cultura local. Compareça!

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Cangaceros vence festival “Mês do Rock”

A banda Cangaceros, de São Roque/SP, venceu o “Festival 20 Minutos: Especial Mês do Rock” e foi contemplada com uma apresentação exclusiva no Centro Cultural da Juventude, no projeto “Sexta Sonora”. Na ocasião, a banda abriu o show do rockeiro Marcelo Nova e foi apresentada ao público pelo músico Thunderbird como a vencedora do evento.
 
O show da banda será nesta sexta-feira, às 20hs, com entrada gratuita. Os ingressos poderão ser retirados no local, uma hora antes da apresentação. Para obter mais informações e conhecer melhor o som dos Cangaceros, acesse: www.cangaceros.com.br.




Serviço:
Centro Cultural da Juventude
Av. Deputado Emílio Carlos, 3.641. Vila Nova Cachoeirinha. Zona Norte.
(ao lado do terminal Cachoeirinha)

Telefone: (11) 3984-2466
E-mail: comunicacao.ccj@gmail.com


domingo, 23 de setembro de 2012

Eu atuo no crime organizado!



Gostaria de fazer uma denúncia a todos. Eu, Mário Sérgio Barroso, 30 anos, 1,74m de altura, olhos castanhos, branco (cor de pele e humano de raça), RG: 43.928.016-3, atuo no crime organizado. Mas, antes de você sair correndo ligar para a polícia, faço um alerta: cuidado, somos comparsas!


Minha carreira no crime começou cedo, de forma passiva. Uma criança ingênua, nascida na década de 80, que logo caiu nas garras do governo, da mídia e das grandes corporações. Enquanto eu pedia e brincava com brinquedos industrializados, como um mero videogame – objeto de desejo da maioria das crianças de classe média da época, vítimas de uma intensa massificação de publicidade que lapidou esse produto na mente da minha geração - milhares de pessoas eram escravizadas no processo de produção dessa maravilha, seja na China, em Twain, ou em qualquer galpão anônimo de subemprego da América, por exemplo. Inclusive meus pais eram escravizados pelo crime organizado para poderem me presentear com tais brinquedos, tirando muito mais que o dízimo dos seus salários para tanto, afinal, esses produtos carregam taxas que esfolam qualquer trabalhador, mutilando sua renda de forma abusiva e covarde.


Assim, cresci, cometendo o crime sucessivo de fazer parte e acreditar nesse sistema. Adquiri bens e desejos que não eram meus, formei aquilo que eu chamo de consciência. Quando completei o processo de independência em relação a minha família, o processo de formação curricular, comecei a tatear de forma mais clara como se deu o processo de dependência que eu fazia parte, o qual já fazia parte de mim.


Durante todos esses anos recolhi, incansavelmente, provas contra esse sistema. Contra você e eu. Não é fácil se reconhecer, mas é necessário. Hoje, tenho a plena certeza de que um jovem que compra três gramas de cocaína para fazer a sua noite mais feliz é tão comparsa do crime organizado quanto uma senhora que compra dois quilos de carne no supermercado para fazer a mistura do almoço de domingo. Tanto o produtor da droga quanto o produtor da carne são criminosos e os consumidores de ambas as substâncias são viciados e cúmplices.


Descobri que grande parte do dinheiro do narcotráfico, por exemplo, não está nos morros, mas nos bancos. Instituições que ainda lavam dinheiro sujo do tráfico internacional de armas, órgãos e pessoas, entre outros delitos. Se você tem conta em algum banco, como eu, você é cúmplice desses crimes. Cúmplice de instituições que atuam nas mais diversas esferas e ditam, junto aos chefes de estado, a mídia e as grandes corporações, o resultado da equação do desequilíbrio social. Cada criança analfabeta, cada jovem drogado, cada cabeça de gado que vira bife no açougue ou supermercado, é friamente resfriada e calculada, assim como, sua oferta, seu acesso.


Veja quanta incoerência e hipocrisia da nossa parte: não admitimos que um assassino trabalhe dentro da nossa casa, seja para pintar uma parede, mas admitimos que um grupo deles nos governe, cuide do nosso dinheiro e ainda façam uma jogatina particular com os juros do rendimento do mesmo e pintem o sete à vontade ao redor do mundo.


“Nossa, que radicalismo sem noção” - exclama a senhora na fila da carne, que acabou de escutar as afirmações acima. Com dó e sem piedade eu reafirmo: sim, senhora! No entanto, com um pouco de noção!


Pois foi dessa forma que seguimos como civilização, evoluindo, até aqui. Criticamos a corrupção política, mas financiamos e participamos ativamente do processo eleitoral, acreditando pelos mais diversos motivos que alguém pode entrar no jogo e mudar algo. Enquanto votamos, alimentamos a corrupção política, seja por convicção ou pela falta dela. Não contribuímos em nada com a chamada Democracia, até porque não nos permitem e continuamos caminhando com medo da ditadura que nos fez parar para sofrer e pensar. No fundo, sofremos muito mais do que pensamos. Ainda escolheram um caminho que não foi o melhor, fazendo a gente acreditar que nós o escolhemos, entoando o coro de que era a única saída.


E nessa, as dicotomias foram criadas, implantadas em nosso cérebro numa programação mais poderosa do que a neurolinguística, sem saída. A reflexão persiste, como tabu: ditadura ou democracia, capitalismo ou socialismo, esquerda ou direita. Situações, que embora pareçam antagônicas, são irmãs de sangue, corpo e alma.


Quando o nosso foco deveria ser mais amplo, não apenas restrito a dinheiro e poder, crime e castigo. A algo que transcende o limite entre as ciências sociais, a filosofia, a psicologia, a religião. Aquilo que nos torna humanos, ou seja, a soma disso tudo e mais um pouco que ainda desconhecemos, como as influências genéticas e cósmicas.


“Esse cara é louco”, agora afirma a senhora. Reafirmo novamente: sim, senhora. Um louco como outros tantos, que sobrevive em uma sociedade hospício e vê loucura em tudo que você acha normal e normalidade em tudo que você acha loucura.


Se você ler esse texto num jornal ou na internet (seja até mesmo no meu blog), não pense inocentemente que esses veículos estão isentos, até porque a liberdade de expressão não nos mata e nem nos fortalece, apenas dissimula.


A verdade é que enquanto eu estiver vivo continuarei cometendo crimes, afinal, já estou enraizado no crime organizado e vice-versa. Quando compro qualquer produto ou consumo qualquer bem. Quando presto qualquer serviço ou exerço qualquer atividade profissional.



Por mais que você não aceite, somos cúmplices, criminosos e comparsas! A não ser que você produza seu alimento, suas roupas, seus utensílios domésticos, seus bens de consumo. O que não é o caso, pois se fosse, não teria como você ter, sequer, acesso ou interesse por esse texto.


Tenho a ousadia de afirmar que não há nada que escape das garras do crime organizado, até mesmo os índios mais isolados que ainda vivem no interior do Brasil. O crime organizado dominou o mundo, moldou o ser humano e determina a relação de promiscuidade do segundo com o primeiro.


Em meio a esse tsunami de argumentos e descrença, ainda há uma saída. Mas, segundo uma teoria que a insônia e a insanidade me fizeram produzir: 80% das pessoas desejam encontrá-la, só que as 20% que detém o poder (ou estão ligadas a ele, direta e indiretamente) desejam escondê-la. Por enquanto, eu continuo sendo um criminoso, buscando uma forma de me tornar inocente, até agora, sem sucesso.


Eu me confessei, denunciei a minha participação no crime organizado neste depoimento de três laudas e incluí você como meu parceiro e cúmplice. Agora, defenda-se se achar necessário ou prenda-me, se for capaz!

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Secretaria de Estado da Cultura abre editais para diversos segmentos


A Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo está com uma série de editais abertos para subvencionar projetos culturais de diversos segmentos através do Proac (Programa de Ação Cultural).


Os editais funcionam como concursos, com período de inscrição, regras e parâmetros específicos. Para cada edital, uma comissão de avaliação analisa e escolhe os projetos vencedores, que então recebem um valor – também pré-determinado no edital – que deve ser utilizado exclusivamente na realização do projeto.

Este ano, a publicação dos editais começou em abril, e os temas contemplados no primeiro semestre são: teatro, dança, festivais de arte, artes cênicas para crianças, circo, literatura, inclusão cultural, artes visuais, cinema e audiovisual, patrimônio cultural e museus. Em julho foram publicados os editais de música.




Se você realiza um Projeto Cultural mas não possui o conhecimento e a experiência necessária para elaborar a sua inscrição, entre em contato para obter informações: (11)9898.2101 ou mario81_sr@hotmail.com

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

O vício rentista do grande empresariado

por Emir Sader
(publicado na Agência de Notícias Carta Maior - www.cartamaior.com.br)

O governo criou as melhores condições possíveis, no marco atual de pressões recessivas internacionais, para que aumentem os investimentos – diminuição significativa da taxa de juros, desvalorização do real, retirada de impostos -, mas a reação do grande empresariado é quase nenhuma. Antes criticavam o governo quando a taxa de juros era mantida, quando o dólar estava muito desvalorizado. Quando o governo atende a essas reivindicações, as entidades empresariais simplesmente se calam e se somam ao coro aziago da diminuição do crescimento economico.

É um grande empresariado acostumado ao modelo anterior, baseado na exportação, no consumo de luxo e na especulação. Acostumado com a super-exploracao do trabalho, com modelos econômicos voltados para atender as necessidades de um terço da população.

O modelo neoliberal promoveu a hegemonia do capital financeiro, sob sua forma especulativa. Não a que financia a produção, o consumo, a pesquisa, mas a que vive da compra e venda de papeis, a que não cria nem bens, nem empregos.

Quando desregulamentou a economia, ao invés de ser retomado um ciclo expansivo da produção, houve uma brutal transferência, em escala mundial, de capitais do setor produtivo para o especulativo. Porque o capital nao está feito para produzir, mas para acumular. A desregulamentação deixou o capital livre para buscar os maiores lucros possíveis. Encontrou na especulação financeira, onde ganha mais, com menos impostos e liquidez total, o destino privilegiado dos seus investimentos.

Não existem os empresários produtivos e os especulativos. Todo grande grupo economico tem um ramo especulativo que, atualmente, via de regra, é o que gera mais lucros.

Quem garante o financiamento aos programas sociais do governo são os bancos públicos. Quem injeta dinheiro na economia, de diferentes maneiras, é o governo.

Temos uma burguesia rentista, que vive da especulação, que resiste à reconversão do modelo de hegemonia do capital financeiro a um modelo produtivo. O governo tem que agir cada vez mais na direção do condicionamento dos créditos, das isenções, de toda forma de favorecimento do capital privado, com contrapartidas estritas em termos de produção e de geração de empregos, com um peso cada vez maior do Estado, para não depender do ânimo e do espiríto especulativo de grandes setores do empresariado privado.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

O quebra-cabeças

(Mário Barroso)



Passei longas noites acordado, em vão,
Tentando completar o maior quebra-cabeças já construído.
Ao final,
completamente esgotado física e mentalmente,
desisiti.

Encaixei a peça Deus,
Mas não consegui encontrar
Aonde encaixar a peça Homem.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Cangaceros se apresenta no Festival 20 Minutos

A banda Cangaceros participou da edição de julho do Festival 20 Minutos e foi a mais votada pelo público para voltar e se apresentar no projeto “Sexta Sonora”.


O festival, que contou com o músico Thunderbird como mestre de cerimônias e teve o show de encerramento do rockeiro Marcelo Nova, ainda apresentou as bandas: Dsordem, Naftaleno, Segundo Inverno, Subita e The Porres.

A banda Cangaceros, de São Roque/SP, formada por Ivan Nízer (vocal), Mário Barroso (vocal e guitarra), Waldir Verillo (baixo), Caio Silvah (guitarra solo) e Lucas Cruz (bateria) apresentou seis músicas do último CD, intitulado "Sociedade Hospício".