Letra e música: Mário Barroso
A liberdade entrou na Casa Grande
E a criada se pôs a cantar.
A liberdade pulou a janela
E a sinhá começou a chorar.
A liberdade foi pro pelourinho,
O sofrimento ela foi estancar.
A liberdade então foi pra senzala
E o povo negro se pôs no lugar.
A liberdade passou na cabeça
E convidou o negro pra marchar.
A liberdade tomou o chicote
E convidou o senhor pra dançar.
Eh, oh, liberdade, tira o senhor pra dançar!
Eh, oh, liberdade, tira o negro pra sambar!
A liberdade correu pra floresta
Levou Zumbi pra lutar.
A liberdade armou a rasteira, pra ver Bezouro
Cordão de Ouro jogar.
Eh capoeira, oh berimbal,
Ganga Zumba é imortal!
Bimba e Patinha,
Angola e Regional,
Capoeira, faz poeira, oh...
A liberdade é mãe de todo movimento,
Em morte ou em vida há liberdade,
Ela é inerente a humanidade e ao tempo.
A liberdade é um patrimônio imaterial,
Imã do Universo e da Natureza,
Ela é a inspiração mais ousdada do bem e do mal!
A liberdade baixou no terreiro
E recebeu a benção do Orixá.
A liberdade andou pela praia
E carregou a oferenda pro mar.
Eh, oh, liberdade, leva oferenda pro mar!
Blog com artigos, crônicas, poesias, matérias, informações sobre cultura e arte, divulgação de eventos, festivais, novidades no campo da cultura
segunda-feira, 21 de maio de 2012
sexta-feira, 18 de maio de 2012
Eram os Deuses Astronautas!
Letra e Música: Mário Barroso
"Eles vieram da imensidão do espaço
Rasgando o tempo feito cometas, trovões.
E aqui passaram todos seus conhecimentos,
Criaram templos entre outros monumentos.
Brincaram com todos elementos do meio.
Fazendo do planeta um instante de recreio.
Gigantes que pousaram em só um segundo
Pra semear o brilho azul da escuridão.
Aqui mulktiplicaram-se entre os selvagens
Criando seres feitos às suas imagens.
Mas de repente sumiram em um segundo
Deixando filhos órfãos ao redor do mundo.
E agora, as pistas de Nazca? O Templo do Sol?
As Pirâmides Astecas e Maias? A Baía de Pisco?
Machu Picchu?
As escrituras em Palenque?
Os desenhos do Uzbequistão?
Onde é que estão, os Mapas de Piri Reis?
Quem desenhou o mundo à mão?
E então? Eram os Deuses astronautas ou não?
Eram os Deuses astronautas!
Gigantes que pousaram em só um segundo
Pra semear o brilho azul da escuridão".
terça-feira, 15 de maio de 2012
O "x" da questão ambiental
É
meus amigos, como sempre, eu e você somos os grandes responsáveis pela poluição
do planeta, não é mesmo? A hipocrisia impera e ninguém parece se
importar...
A
questão da utilização das sacolas plásticas está sendo colocada pela grande
mídia, muitos legisladores, entre outros grupos, como o cerne da questão
ambiental do momento.
Estamos vivenciando mais um episódio da novela diária
dessa “Sociedade Hospício”, onde acontecem desvios das mais diversas formas na
compreensão e reflexão sobre os problemas do homem e do meio
social.
Vamos refletir um pouco
Assim como vemos os bancos e especuladores serem salvos
pelo Estado nos mais diversos países após avalanches econômicas causadas por
eles mesmos (no modelo catastrófico de gestão neoliberal), vemos a mira ser
apontada para a cabeça do cidadão quando a questão ambiental entra em
questão.
Somos bombardeados com críticas e sugestões na
televisão, nos jornais, para economizarmos energia, água potável, reciclar,
reduzir e reutilizar o lixo, pois a sociedade é apontada como a grande
responsável em amenizar os danos ao meio ambiente.
No entanto, basta poucos minutos de reflexão para
perceber que apenas os edifícios da Avenida Paulista aliados a meia dúzia de
shoppings nobres da capital de São Paulo, por exemplo, gastam milhões de litros
de água potável por mês e milhões de quilowatts por hora. Estabelecimentos que,
juntos, consomem mais água potável e energia elétrica por mês do que algumas
cidades inteiras do interior do país.
Um cidadão comum levaria mais de 50 anos para consumir
a energia elétrica desperdiçada por alguns desses estabelecimentos comerciais.
Imaginem então o desperdício das indústrias? Ah, mas as indústrias podem
produzir e comercializar produtos com plástico sem qualquer controle, afinal,
elas são as grandes responsáveis por fazer a economia girar,
certo?
Errado! As indústrias e empresas são as grandes
responsáveis em poluir desordenadamente o meio ambiente com resíduos tóxicos, em
esgotar os recursos naturais com sua produção desenfreada e a prejudicar a vida
na Terra com sua ótica predominantemente econômica, onde o que importa é o
lucro, acima de tudo e de todos.
Diariamente são exibidos comerciais na televisão para
conscientizar o cidadão, mas é raro ver um anúncio: “Atenção empresário! Não
jogue lixo tóxico nos rios da sua cidade! Atenção empresas! Não desperdicem
energia elétrica e, por favor, dêem um destino correto ao lixo
industrial!”.
Você pode questionar que estou defendendo o uso
desordenado dos recursos pelos cidadãos ou criticando o modelo de vida
sustentável pregado pelos ambientalistas, mas a questão é levar o foco para o
“x” da questão. É mostrar que o cidadão é vítima e não
protagonista.
O
bom senso é mais do que necessário nessa hora. Temos que ter consciência em
utilizar os recursos de forma correta, mas colocar o cidadão como o grande
responsável pela poluição ambiental é um crime contra a
consciência!
Afinal, enquanto eu economizo água no banho, a empresa
responsável pelo saneamento e fornecimento de água da cidade de São Roque, por
exemplo, aponta em seus relatórios que 50% da água tratada é desperdiçada em sua
própria rede de distribuição. E o mais chocante é que esse índice está dentro da
normalidade, segundo a empresa, situação que se arrastou pelos últimos 50 anos.
Ou seja, enquanto você toma seu banho mais rápido, a empresa não mostra nenhuma
pressa em arrumar os vazamentos e solucionar a questão da perda da água potável
em sua rede de distribuição, devido falta de manutenção, planejamento e,
principalmente, consciência ambiental.
Nada contra a empresa especificamente, mas com a lógica
do modelo de gestão da grande maioria das empresas do nosso
país.
Enquanto você desliga os aparelhos elétricos da tomada
durante a noite para economizar energia, as empresas e indústrias deixam seus
holofotes radiantes iluminarem seus logotipos por madrugadas inteiras na fachada
de rodovias e distritos industriais, sem qualquer necessidade. Como diria o
narrador Milton Leite, do Sportv: "Que beleza!"
Conheça seus direitos
Em São Roque alguns estabelecimentos não estão mais
oferecendo sacolas plásticas para o cidadão levar sua compra para casa. É
importante frisar para todos os cidadãos que o PROCON de São Paulo divulgou que
os estabelecimentos são obrigados a oferecer aos clientes alternativas gratuitas
às sacolas plásticas, para que possam finalizar suas compras de forma adequada.
É importante destacar que, na ausência de opção gratuita para que o consumidor
possa concluir sua compra, o estabelecimento deverá fornecer gratuitamente a
sacola biodegradável, respeitando assim os ditames do Código de Defesa do
Consumidor (CDC).
Então se você for a um supermercado local e não
oferecerem uma forma para você levar suas compras para casa adequadamente,
denuncie! Afinal, não podemos pagar o pato sem ao menos ter como levar ele para
nossa casa!
quarta-feira, 25 de abril de 2012
"Sinto vergonha de mim!"
"Sinto vergonha de mim
por ter sido educador de parte desse povo,
por ter batalhado sempre pela justiça,
por compactuar com a honestidade,
por primar pela verdade
e por ver este povo já chamado varonil
enveredar pelo caminho da desonra.
Sinto vergonha de mim
por ter feito parte de uma era
que lutou pela democracia,
pela liberdade de ser
e ter que entregar aos meus filhos,
simples e abominavelmente,
a derrota das virtudes pelos vícios,
a ausência da sensatez
no julgamento da verdade,
a negligência com a família,
célula-mater da sociedade,
a demasiada preocupação
com o "eu" feliz a qualquer custo,
buscando a tal "felicidade"
em caminhos eivados de desrespeito
para com o seu próximo.
Tenho vergonha de mim
pela passividade em ouvir,
sem despejar meu verbo,
a tantas desculpas ditadas
pelo orgulho e vaidade,
a tanta falta de humildade
para reconhecer um erro cometido,
a tantos "floreios" para justificar
atos criminosos,
a tanta relutância
em esquecer a antiga posição
de sempre "contestar",
voltar atrás
e mudar o futuro.
Tenho vergonha de mim
pois faço parte de um povo que não reconheço,
enveredando por caminhos
que não quero percorrer...
Tenho vergonha da minha impotência,
da minha falta de garra,
das minhas desilusões
e do meu cansaço.
por ter sido educador de parte desse povo,
por ter batalhado sempre pela justiça,
por compactuar com a honestidade,
por primar pela verdade
e por ver este povo já chamado varonil
enveredar pelo caminho da desonra.
Sinto vergonha de mim
por ter feito parte de uma era
que lutou pela democracia,
pela liberdade de ser
e ter que entregar aos meus filhos,
simples e abominavelmente,
a derrota das virtudes pelos vícios,
a ausência da sensatez
no julgamento da verdade,
a negligência com a família,
célula-mater da sociedade,
a demasiada preocupação
com o "eu" feliz a qualquer custo,
buscando a tal "felicidade"
em caminhos eivados de desrespeito
para com o seu próximo.
Tenho vergonha de mim
pela passividade em ouvir,
sem despejar meu verbo,
a tantas desculpas ditadas
pelo orgulho e vaidade,
a tanta falta de humildade
para reconhecer um erro cometido,
a tantos "floreios" para justificar
atos criminosos,
a tanta relutância
em esquecer a antiga posição
de sempre "contestar",
voltar atrás
e mudar o futuro.
Tenho vergonha de mim
pois faço parte de um povo que não reconheço,
enveredando por caminhos
que não quero percorrer...
Tenho vergonha da minha impotência,
da minha falta de garra,
das minhas desilusões
e do meu cansaço.
Não tenho para onde ir
pois amo este meu chão,
vibro ao ouvir meu Hino
e jamais usei a minha Bandeira
para enxugar o meu suor
ou enrolar meu corpo
na pecaminosa manifestação de nacionalidade.
Ao lado da vergonha de mim,
tenho tanta pena de ti,
povo brasileiro!
De tanto ver triunfar as nulidades,
de tanto ver prosperar a desonra,
de tanto ver crescer a injustiça,
de tanto ver agigantarem- se os poderes
nas mãos dos maus,
o homem chega a desanimar da virtude,
A rir-se da honra,
a ter vergonha de ser honesto".
pois amo este meu chão,
vibro ao ouvir meu Hino
e jamais usei a minha Bandeira
para enxugar o meu suor
ou enrolar meu corpo
na pecaminosa manifestação de nacionalidade.
Ao lado da vergonha de mim,
tenho tanta pena de ti,
povo brasileiro!
De tanto ver triunfar as nulidades,
de tanto ver prosperar a desonra,
de tanto ver crescer a injustiça,
de tanto ver agigantarem- se os poderes
nas mãos dos maus,
o homem chega a desanimar da virtude,
A rir-se da honra,
a ter vergonha de ser honesto".
Autoria: Rui Barbosa
(Discurso feito
no Senado Federal em 14 de
dezembro de 1914).
terça-feira, 17 de abril de 2012
Dia 26 de Abril tem CANGACEROS no MANIFESTO BAR em SP
Na próxima quinta-feira (26/04), às 21hs, a banda CANGACEROS fará o show de lançamento do álbum “Sociedade Hospício”, no Manifesto Bar (São Paulo/SP). O evento irá contar com a participação da banda Rock Break, que fará a abertura da noite tocando clássicos do rock.
A banda CANGACEROS, formada por Ivan Nízer (vocal), Mário Barroso (vocal e guitarra), Waldir Verillo (baixo), Lucas Cruz (bateria) e Caio Silvah (guitarra solo) irá apresentar o repertório do novo álbum em uma apresentação de uma hora de duração.
O público presente vai ganhar o novo CD da banda, que conta com 13 músicas autorais. As principais influências dos CANGACEROS são: Raimundos, Rage Against The Machine e Raul Seixas. Ou seja, rock nacional com letras contextualizadas e riffs que variam do punk ao metal. Para conhecer o novo trabalho da banda, acesse: www.youtube.com.br/cangacerosoficial.
“Batalhamos muito tempo para gravar e lançar esse trabalho, totalmente independente, o Manifesto Bar será o local ideal para o lançamento. Esperamos contar com a força do público rock’n roll de São Paulo e região”, declaram os integrantes.
A banda CANGACEROS também possui um site com fotos, músicas, vídeos, entre outras informações: www.cangaceros.com.br. Compareça no evento e apóie o rock nacional autoral!
Serviço:
Manifesto Bar
Rua Iguatemi, nº36 – Itaim Bibi – São Paulo/SP.
Entrada: R$20,00.
Informações: info@manifestobar.com.br / cangaceros@hotmail.com
Tel.: (11)9898.2101 / 3168.9595
quarta-feira, 11 de abril de 2012
A Cultura brotando da pedra!
Certo dia, caminhando pela pedreira de São Roque/SP e observando aquele paredão imenso de pedra, tive o prazer de ver algo encantador. Do meio daquela massa com inclinação abrupta, em determinado ponto, uma pequena árvore exibia o verde reluzente de suas folhas. A natureza é realmente incrível! Como, em meio aquele paredão que parece ser intransponível, uma pequena árvore tem a ousadia de brotar suas cores?
Pois é assim que eu vejo a Cultura de São Roque hoje. Independente dos obstáculos que estão pela frente dos artistas e produtores locais, que muitas vezes parecem instransponíveis pois também estão localizados em um gigantesco paredão de pedra (a ignorância, em suas mais diversas manifestações), a Cultura brota!
Tive o prazer de fazer parte de mais um projeto cultural de nossa cidade, o Teatro de Páscoa. Um evento que faz quem trabalha com Cultura olhar diferente para o nosso quintal. Uma proposta que privilegiou profissionais das mais diversas áreas, das mais diversas idades.
Um projeto onde todos foram donos, onde a vaidade caiu da cadeira e a ousadia venceu o medo. Mais bonito do que ver o resultado do espetáculo foi ver a emoção dos jovens, crianças, dos homens e mulheres da produção. Aliás, pude observar crianças trabalhando como gente grande e adulto chorando que nem criança no final. Em cada abraço, em cada lágrima que caiu após o espetáculo, foi possível ver como é simples ser feliz fazendo o que gosta. Ninguém ganhou rios de dinheiro, porque o pão foi dividido entre todos na mesa e a produção soube conduzir brilhantemente todo esse processo de forma transparente e equilibrada.
Houveram imprevistos, algumas discussões, sugestões de um no trabalho do outro, mas tudo apenas pelo objetivo comum: produzir um evento de qualidade. Independente da visão artística dos mais críticos, ou da ausência dela, o fato é que o evento foi um sucesso!
E assim como a árvore que brotou da montanha de pedra, a Cultura de São Roque vive e sobrevive. Eu tenho o prazer de observar que ela brota dia após dia, contemplar e participar disso tudo. Caso você queira se envolver, nossa cidade conta hoje com diversas formas de participação. Temos um Fórum Permanente de Cultura, que é realizado toda primeira segunda-feira do mês, âs 19hs., no CEC Brasital. Também temos um Conselho Municipal de Cultura que a cada dia se fortalece, discute e envia propostas aos governantes locais. Espaços da onde surgem, se organizam e atuam os mais diversos Profissionais da Cultura da cidade.
Basta querer se envolver e ajudar a desmistificar e desconstruir os paredões de pedra que parecem condenar a nossa realidade ou, se preferir, aparecer nos eventos e produções futuras para ver e aplaudir (como mais de 800 pessoas fizeram no último final de semana), isso já basta!
segunda-feira, 9 de abril de 2012
Teatro de Páscoa foi exibido para mais de 800 pessoas
Neste final de semana o Teatro de Páscoa foi exibido
Os presentes puderam conferir um espetáculo impecável, com interpretações coesas e muito bem executadas. Difícil é escolher um destaque entre tantos talentos envolvidos no projeto.
O apóstolo João, personagem interpretado pelo ator Tom Ravazzoli, conduziu o público pela história e vida de Jesus Cristo de forma cativante. O jogo de luz levou o público a focar em cada cena, despertando a atenção para os detalhes das passagens ilustradas.
A produção do evento afirma que o objetivo foi cumprido. “Nós queríamos oferecer um espetáculo teatral, com um roteiro simples, porém, carregado de significados e elementos que fossem capazes de emocionar o público. Esperávamos fortalecer a cena teatral da cidade com esse projeto e alcançamos nosso objetivo. Agradecemos todos os profissionais envolvidos, os grandes responsáveis pelo sucesso do evento”, declaram Edson D’aísa e Isabel Pezzotta.O Teatro de Páscoa foi uma realização da Prefeitura da Estância Turística de São Roque, com produção da D’aísa Produções Culturais. A Direção Artística do evento foi de Amanda Sobral, Direção de Elenco de Lisa Camargo, Figurinos e Cenografia produzidos por Marco Lessa. A Direção Musical ficou por conta do músico João Bid. O Elenco contou com atores do Grupo Autônomos, Cia de Eros, alunos das oficinas de teatro oferecidas pela Divisão de Cultura, com participação especial do grupo Nativos Terra Rasgada (Sorocaba/SP).
Para ver fotos das apresentações acesse o perfil do evento no Facebook (Teatro de Páscoa).
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