segunda-feira, 27 de junho de 2011

Inverno Cultural

Todos os Domingos de Julho das 14h às 16h

No mês de Julho de 2011 a cidade de São Roque/SP, localizada a apenas 60 Km da capital paulista, será palco de um evento que privilegia cultura, arte e gastronomia, intitulado “Inverno Cultural”.

O evento contará com atrações musicais, interpretações teatrais, contação de histórias infantis, oficinas, entre outras atividades. O ambiente acolhedor e familiar da Adega Vinhos Canguera e do Restaurante Nostra-Villa será o local onde os visitantes poderão apreciar a programação cultural, os vinhos e o menu especial da casa.

O primeiro domingo de Julho será voltado para as crianças. Embaixo de uma árvore chamada de “Pé de Livro”, histórias infantis de diversos autores brasileiros serão contadas de forma lúdica por um personagem representado pela educadora Karen Vieira, que irá colher as obras da árvore como colhemos os frutos. Logo após, será realizada a oficina “Transformando terra em tinta”, pelo permacultor Perceu Pezzotta, uma atividade que pretende aproximar as crianças da natureza brincando.


Dia 10 de Julho será a vez da programação “Cordas e Cantos” onde o músico João Bid irá apresentar o show musical “Ensaio sobre nossas coisas”, com participação especial do violonista Celsinho Andrade. O show consiste em um apanhado sobre a cultura e as características típicas do modo de vida no interior.


Na semana seguinte, 17/07, será realizada a “Adega em Cena”. Revelações do teatro amador da cidade de São Roque interpretarão as obras “O Rei que fazia desertos”, de José Saramago e “Memórias esdrúxulas”, de Fernando Pessoa.


A literatura volta a ser destaque na programação “Causos e Poesias”, no dia 24 de Julho. Os presentes poderão bater um papo com o escritor Roberto Godinho, que contará algumas histórias do imaginário popular compiladas na obra de sua autoria “Ida e Volta”, com interpretações teatrais de alguns textos do livro por jovens atores da cidade e músicas por Edson D’aísa no violão.


A programação encerra com “Cordas e Cantos”, onde o músico Edson D’aísa irá apresentar o show musical “Todos os Cantos do Vale”, com participação especial do violonista Matheus Pezzotta. Um passeio pela história da cidade e de personagens importantes de São Roque.



Serviço
Inverno Cultural – Todos os Domingos de Julho das 14h às 16h.
Local: Adega Vinhos Canguera e Restaurante Nostra-Villa.
Reservas: (11)4711.1304 / 9997.8416
Assessoria de Imprensa: (11)9898.2101 – Mário Barroso

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Gabeira na Brasital

“O escritor possui uma sensação irresistível de se colocar no lugar do outro” (Fernando Gabeira)


Dia 21/06, Fernando Gabeira participou do programa “Viagem Literária”, da Secretaria de Estado da Cultura, na Biblioteca Pública Municipal Arthur Riedel, em São Roque/SP. Gabeira contou sua história e respondeu perguntas sobre luta armada, código florestal, legalização das drogas, literatura, entre outros temas. O Blog Cultura Interior prestigiou o evento e fez uma entrevista com o escritor.


Movimento Estudantil

Quando questionado sobre o atual papel político dos jovens e do movimento estudantil no Brasil, Fernando Gabeira disse não ver protagonismo e criticou a relação da UNE com o governo. “O movimento estudantil depende do contexto histórico de onde atua. Hoje vivemos uma situação singular no Brasil onde a relação do movimento estudantil com o governo é de ‘chapa branca’. O governo Lula financiou a UNE, por exemplo, e isso não é nada positivo para o movimento”.

Legalização das Drogas e “Marcha da Maconha”

Recentemente a discussão sobre a legalização das drogas tem estampado as manchetes da imprensa no Brasil. Fernando Gabeira já defendeu publicamente em diversas ocasiões a legalização da maconha, por exemplo. Agora, adota uma posição mais conservadora, dizendo que o país tem que se preparar antes de fazer a legalização.

“Essa história da maconha daria uma palestra. Eu sou ligado ao movimento em defesa da legalização desde 1979. Na época do governo do Fernando Henrique eu também fui convidado, junto com o deputado Elias Murad, para encampar essa discussão pelo país, pois o governo queria avaliar essa questão junto à sociedade, abrindo um debate. Observando até mesmo como eram formadas as mesas pude perceber que a situação é muito mais complexa. Nos debates havia sempre um representante da polícia, um de familiares de usuários e um representante de alguma religião. Depois de avaliar os debates por um tempo percebi que os Estados não podem liberar algo que eles não têm parâmetros para controlar. Na Holanda os coffee shops (onde as pessoas compram maconha para consumir no local) são monitorados. Há um monitoramento por câmeras e um controle muito mais sofisticado. Com relação ao Brasil e a recente ‘Marcha da Maconha’, acho que a manifestação é legítima, afinal não há nenhuma lei que não possa ser contestada. E ainda acredito que quem deveria tratar dessa questão é o Congresso Nacional. O parlamento brasileiro é tão covarde e escondido, ligado apenas aos interesses de governo, que não trata das questões mais polêmicas da nossa sociedade. No entanto, para legalizar as drogas no Brasil eu vejo que o ponto central é a polícia, que muitas vezes é responsável em auxiliar o tráfico ao invés de combatê-lo”.

O escritor ainda comentou a pergunta da platéia sobre FHC estar usando a legalização com interesses eleitorais, para se promover entre o público jovem. “Vejo que o Fernando Henrique já tem cerca de 80 anos, não é candidato a nada e acho que ele está defendendo uma política internacional, sem nenhum interesse eleitoral”.

Código Florestal

Durante o bate-papo com os jovens, Fernando Gabeira foi questionado sobre as mudanças no Código Florestal brasileiro. O escritor tem uma posição otimista, porém crítica, sobre a situação.


“Nós evoluímos, temos uma posição muito melhor do que no passado. Nos anos 70 o governo vigente era totalmente avesso a questão ambiental, chegando ao ponto de fazer anúncios em jornais como o The New York Times do tipo: ‘venha para o país da poluição! Aqui suas empresas poluentes são bem-vindas!’. No entanto, a discussão atual sobre o Código Florestal está sendo conduzida de maneira equivocada, tratando todo o território nacional sem distinções. Nós defendemos o zoneamento ambiental, pois assim elevamos a forma como iremos estabelecer os critérios da regulamentação. Hoje estamos criando padrões para regiões que possuem características diversas. Com relação a fiscalização dos crimes ambientais e as multas, temos a transgressão dos autuados. As multas não são pagas e geram processos que nunca são resolvidos. Além disso, o IBAMA possui falhas de estudo e avaliação que abrem precedente para os advogados dos infratores. Precisamos estabelecer uma base científica sólida para tratar dessa discussão”

Luta Armada

Fernando Gabeira foi um dos principais personagens da revolução armada contra a última ditadura militar no Brasil, participando ativamente no emblemático sequestro do embaixador norte-americano e depois relatando a história no livro “O Que É Isso, Companheiro?”. Durante a entrevista, o escritor falou como avalia esse tipo de luta, após anos de vivência política.


“A minha paixão hoje é muito mais ‘gandhiana’. Eu considero que essa é uma forma de luta equivocada, salvo raras exceções. Se formos invadidos por um país ou se tivermos um embate social (como foi a questão do racismo na África do Sul). No caso brasileiro, a luta foi travada por um grupo que acreditava estar representando a vontade da sociedade brasileira da época, mas o país não queria a luta armada. Muitas pessoas lutaram pacificamente para acabar com a ditadura e acho que se todos tivessem seguido esse caminho a ditadura teria terminado muito antes”.

Allende – Assassinato ou Suicídio

Outra questão levantada pelo Blog Cultura Interior foi o caso do ex-presidente chinelo Salvador Allende. Recentemente foi anunciada a exumação do corpo de Allende para avaliar se houve suicídio ou assassinato. Gabeira, que esteve exilado no Chile na época dos acontecimentos, acredita que a verdade está próxima de ser revelada.

“Eu acredito que ele foi assassinado. Mas acho que temos de esperar a conclusão do estudo para ter certeza do que ocorreu na ocasião”.

por Mário Barroso
MTB: 47.431/SP

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Nomeação do Conselho Municipal de Cultura


Na última terça-feira, 14/05, os Conselheiros eleitos pelo Fórum Permanente de Cultura tiveram uma reunião com o Prefeito Efaneu Nolasco Godinho em seu gabinete para tratar do decreto de nomeação do Conselho Municipal de Cultura de São Roque.

Há cerca de três meses o Fórum Permanente de Cultura enviou para o Prefeito os nomes dos Conselheiros eleitos em Assembléia Geral e a Câmara Municipal também enviou o nome do seu representante. O objetivo da reunião solicitada pelos Conselheiros era questionar quando será decretado oficialmente a nomeação dos mesmos.

Segundo o Prefeito a nomeação depende apenas do Departamento Jurídico para sair e não há nenhum impedimento para a mesma. Na ocasião, o atual Prefeito elogiou a participação popular na criação do Conselho Municipal de Cultura enfatizando a importância dessa ferramenta para a gestão da Cultura no município.

Os Conselheiros ainda entregaram um ofício ao Prefeito solicitando o aumento do repasse de verbas para a Cultura para 1% do orçamento do município. Essa reivindicação vai de encontro à PEC 150, Proposta de Emenda Constitucional aprovada por unanimidade pela Câmara dos Deputados que obriga o repasse de 2% do orçamento do Governo Federal para a Cultura, 1,5% dos estados da federação e 1% dos demais municípios.

“Caso a nossa reivindicação vire realidade, São Roque vai contar com mais de R$1 milhão de reais para a Cultura. É importante frisar que esse investimento proporcionará a realização de festivais, mostras, eventos, shows, peças de teatro, apresentações de dança, circo, por exemplo, elevando a imagem da cidade, dando mais opções de lazer, educação e cultura para a população, além de contribuir com a vinda de turistas. Também reivindicamos oficialmente a criação do Fundo Municipal de Cultura para o ano de 2012. Há alguns anos atrás, já na gestão do atual Prefeito, a Prefeitura assinou um documento comprometendo-se em fazer parte do Sistema Nacional de Cultura e dentre as exigências desse compromisso estão a criação do Fórum, do Conselho e do Fundo Municipal de Cultura. Esse será mais um importante passo para que os Profissionais da Cultura não necessitem apenas de recursos municipais e contem com recursos federais para a produção e fruição de suas atividades”, afirmam os Conselheiros.

Ao final da reunião, os Conselheiros colocaram ao Prefeito que ficaram extremamente decepcionados e indignados quando analisaram os documentos da LDO 2012 e viram que além do recurso ser insuficiente, a “Cultura” sequer é mencionada entre os principais objetivos do executivo e diretrizes gerais para o ano seguinte.

O Prefeito afirmou que irá avaliar as propostas e que o Conselho Municipal de Cultura será nomeado através de decreto do executivo o mais breve possível.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Não se afaste das pessoas que você ama!

Não se afaste das pessoas que você ama, não cometa essa falta! Por mais que tenham dito algo que você não gostou (e que às vezes você nem ouviu). Por mais desaforos ou descasos que você acha ter sido vítima, não vale a pena!


Não abandone sua família, independente das desavenças ou pecuinhas. Não se afaste dos amigos, nem que eles se afastem de você.

Não caia na besteira de achar que você é ou foi vítima da inveja ou do olho gordo de alguns, porque nesse momento centenas estão torcendo e até orando pelo seu sucesso!

Não deixe de visitar aqueles parentes que moram na esquina da sua casa, mas que você não vê há anos por algum motivo besta!

Não acredite que você não precisa deles, por mais que não precise no momento. Não se esconda em casa enquanto aquela festa de família está rolando e você não foi apenas porque nem foi convidado para uma data importante num passado recente.

Engolimos tantos sapos de pessoas desconhecidas e não temos a mesma tolerância com os membros do nosso corpo, da nossa alma, do nosso sangue.

Não vá embora quando pode ficar mais um pouco. Não tenha orgulho de pedir perdão ou de perdoar. No final, nada disso vale!

Quantos vieram e já se foram sem resolver uma discussão ou mal entendido. Deixe que suas lágrimas sejam puras no velório, apenas vertendo a saudade!

Não fique remoendo, nem de vez em quando, aquela situação atravessada que você passou e sentiu e ainda ressente. Por mais jovem ou velho que você seja, existem coisas nas pessoas muito mais valiosas, procure! Se não encontrar, invente!

A vida é tão efêmera e tão bela, para que se apegar as coisas ruins de cada pessoa, se tantas coisas boas dos outros estão aí pra você se inspirar.


Não deixe de mostrar e demonstrar o seu amor, a sua consideração. Por mais que não se sinta amado ou considerado. Não vale a pena!

O exercício de ser humano e conviver com outros humanos às vezes nos torna um alienígena dentro da nossa própria casa. Fora do nosso pequeno Universo, numa casca de nós, existe um emaranhado de forças que estão fora do nosso controle e que nos empurram ou puxam em uma direção desconhecida, aprenda a lidar com elas!

Hoje, se eu pudesse dar um conselho pra qualquer um, inclusive eu, seria esse: não se afaste das pessoas que você ama! Isso é suicídio. Não se mate!

segunda-feira, 30 de maio de 2011

FHC defende a legalização do THC


Quarenta anos depois do ex-presidente dos EUA, Richard Nixon, lançar a “Guerra Contra as Drogas”, o ex-presidente do Brasil Fernando Henrique Cardoso vem a público para defender a legalização das drogas. Mas antes de divulgar essa notícia precisamos considerar a possibilidade de FHC voltar atrás e dizer: “Esqueçam tudo o que eu escrevi”!

Só que desta vez, além de escrever ele disse em alto e bom tom pra quem quiser ouvir que é a favor da legalização da maconha e das drogas de um modo geral. Os mais conservadores não devem ficar desesperados, afinal, o ex-presidente deixou claro que considera o uso de drogas “danoso” ao ser humano, no entanto defende que deve ser criada uma política que privilegie o usuário, considerando o mesmo como “doente” e não como “bandido”.

O argumento de FHC e das demais lideranças do grupo que defende a legalização é de que a guerra contra o tráfico está perdida e que as drogas estão definitivamente enraizadas na sociedade.

Um país colocado como exemplo positivo da legalização é a Holanda, que há muitos anos legalizou as drogas estabelecendo algumas regras para o fornecimento e uso das mais diversas substâncias químicas. Por incrível que pareça, desde a legalização o número de usuários de drogas está caindo no país.

Aqui no Brasil o número de usuários de maconha, por exemplo, é de 5% da população adulta. Temos que levar em consideração que qualquer taxa divulgada sobre usuários sempre está abaixo da realidade, devido o modo como as pesquisas são realizadas e o nível de preconceito com os usuários, que evitam se identificar pois ainda são rotulados como marginais.

Além de FHC e seu grupo, hoje existem vários movimentos ao redor do mundo que seguem a mesma linha de raciocínio. Segundo Ethan Nadelmann, fundador e diretor executivo da Drug Policy Alliance. “Refletir é preciso não apenas sobre as consequências desta guerra em casa, mas também em todo o mundo. A proibição, a criminalidade associada à violência e a corrupção no México de hoje se assemelham a Chicago durante a Lei Seca – cinqüenta vezes. Partes da América Central estão ainda mais fora de controle e muitos países do Caribe muito próximos disso. O Mercado ilegal de ópio e heroína no Afeganistão é responsável por um terço à metade do PIB do país. Na África, proibicionismo ao tráfico, exploração e corrupção estão se espalhando rapidamente. Quanto à América do Sul e Ásia, basta pegar um momento e um país e as histórias são praticamente as mesmas, da Colômbia, Peru, Paraguai e Brasil até o Paquistão, Laos, Birmânia e Tailândia. Quem se beneficia com a persistência de estratégias de controle de oferta e condenação do uso de drogas apesar de seus evidentes custos e fracassos? Basicamente dois tipos de pessoas: os produtores e vendedores de drogas ilícitas, que ganham muito mais do que se as drogas fossem regulamentadas e os aplicadores da lei para quem a expansão das políticas proibicionistas se converte em empregos, dinheiro e poder político para defender seus próprios interesses”.

A Drug Pollicy Alliance acredita e defende que a legalização das drogas diminuiria drasticamente os danos para a sociedade mundial, que sempre tratou de forma violenta e preconceituosa os usuários de drogas ilícitas. “É difícil acreditar que os americanos gastaram cerca de um trilhão de dólares para fazer uma guerra de quarenta anos. Difícil de acreditar que dezenas de milhões de pessoas foram presas e muitos desses milhões em cárceres, por cometer atos não-violentos que não eram sequer crimes há um século atrás. Difícil de acreditar que o número de pessoas presas por porte de drogas aumentou mais de dez vezes nos EUA, mesmo quando a população cresceu apenas a metade. Difícil de acreditar que milhões de americanos tenham sido privados do direito de voto não porque mataram um concidadão ou traíram o seu país, mas simplesmente porque eles compraram , venderam, produziram ou simplesmente possuíam uma planta psicoativa ou química. E difícil de acreditar que centenas de milhares de americanos foram condenados a morrer de overdose, AIDS, hepatite e outras doenças porque a guerra às drogas bloqueou e até mesmo proibiu o tratamento para dependentes de determinadas substâncias, considerando o uso como um ato criminoso”, declara Nadelmann.

A Drug Pollicy Alliance sustenta seu argumento em 5 pilares:

1. A legalização da maconha não é mais uma questão de “se”, mas “quando e como”. A pesquisa Gallup revelou que 36% dos americanos eram a favor de legalizar o uso da maconha em 2005, enquanto 60% se opunham. Ao final de 2010, o apoio subiu para 46%, enquanto a oposição tinha caído para 50%. A maioria dos cidadãos agora dizem que a legalização faz mais sentido do que a proibição.

2. Encarceramento é o problema, não a solução. Os EUA ocupam o primeiro lugar no mundo, tanto em termos absolutos e per capita, de encarceramento. É uma distinção vergonhosa que o país deveria se apressar em mudar. A melhor maneira de resolver o problema dos altos índices de encarceramento é reduzir o número de pessoas pela descriminalização e legalização da maconha, em última análise, ao proporcionar alternativas à prisão para aqueles que não representam uma ameaça fora dos muros da prisão; através da redução mínima obrigatória e outras duras penas; abordando o vício e abuso de outras drogas fora do sistema de justiça criminal e não dentro dele e insistindo que ninguém seja preso simplesmente por possuir uma substância psicoativa.

3. A magnitude da desproporcionalidade racial na aplicação das leis contra as drogas nos Estados Unidos (e em muitos outros países) é grotesca com relação aos descendentes de africanos. Um negro é dramaticamente mais provável de ser preso, julgado e condenado do que outros americanos que cometem o mesmo tipo de violação da lei. Nada é mais importante neste momento do que a vontade e capacidade dos líderes para priorizar a necessidade de uma reforma fundamental das políticas antidrogas.

4. Política não deve impedir o trunfo da ciência em lidar com as drogas ilegais. Esmagadora evidência aponta para uma maior eficácia e menor custo de lidar com a dependência e abuso de outras drogas como questões de saúde ao invés de justiça penal. É por isso que a DPA está intensificando esforços para transformar a maneira como os problemas são discutidos e abordados nas comunidades locais. “Pensar globalmente, mas agir localmente” aplica-se às políticas de drogas, tanto quanto qualquer outro domínio das políticas públicas. É claro que seria melhor se um presidente nomeasse alguém que não fosse um chefe de polícia, moralista geral ou profissional militar, como czar das drogas. Mas o que realmente importa é mudar o lugar da autoridade na cidade e as políticas de drogas do estado de justiça penal às autoridades de saúde e outros profissionais.

5. Legalização tem que ser em cima da mesa. Não é porque seja necessariamente a melhor solução. Não é porque seja a alternativa óbvia para as falhas evidentes da proibição das drogas. Mas, por três razões importantes: primeiro, porque é a melhor maneira de reduzir drasticamente a criminalidade, a violência, corrupção e outras despesas extraordinárias e as consequências nefastas desta proibição. Em segundo lugar, porque existem inúmeras opções para a regulamentação jurídica das drogas. E terceiro, porque colocar a legalização sobre a mesa envolve fazer perguntas fundamentais sobre o por quê da proibição do uso de drogas. Insistir que a legalização deve estar sobre a mesa, em audiências legislativas, fóruns e discussões públicas, não é o mesmo que defender que todas as drogas sejam tratadas da mesma maneira, como o álcool e o tabaco.


A discussão é tão grande quando o processo que está em curso. No entanto, é sempre importante lembrar o alto grau de hipocrisia da sociedade brasileira, por exemplo. Hoje, políticos, sociedade e imprensa, falam diariamente da importância em combater a homofobia no país. Mas quando há uma passeata na Avenida Paulista para os gays, lésbicas, bissexuais e simpatizantes se expressarem não vemos a polícia fortemente armada, atirando balas de borracha e bombas de gás lacrimogêneo nos manifestantes, assim como fizeram na recente “Marcha da Maconha”.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Na sociedade do sobrenome...

Na sociedade do sobrenome

Um nome sem família vem e some.

Mesmo caso case com um sobrenome

Será o que vive pelo sobrenome.


E aquele que tem nome

Às vezes nega até o sobrenome.

Tem também aquele nome

Que não tem nem sobrenome

E perpetua o seu nome e sobrenome.


Já quem não tem sobrenome

E não construiu um nome

Acaba com o codinome

De que é morto de fome.

terça-feira, 17 de maio de 2011

A Tragédia Grega e Européia

Não somos tão diferentes assim da Europa de 1º Mundo, como sempre foi pregado pela nossa pseudo-elite que passa as férias no velho continente e passa a vida pagando as prestações das viagens, muitas vezes até com dinheiro público.

Nós, que somos tão críticos, vivemos comparando o cidadão europeu ou americano ao cidadão brasileiro, assim como as leis, os governos, o regime social, enfim. E não vemos o que realmente ocorre por lá.

Vamos colocar os óculos

Gostaria de convidar os que são admiradores do modelo de vida e de conduta europeu e americano do norte para colocar óculos, com o intuito de enxergar ao invés de apenas ver, como de costume na televisão, tudo o que está acontecendo.

Hoje, a Europa vive a maior crise das últimas décadas. O Euro, moeda que ameaçava o império americano há alguns anos, curvou-se ao FMI novamente mostrando sua fragilidade perante o domínio do Dólar no mercado. Parte disso, devido às práticas de governos que se tornam cada dia mais corruptos e ceifam os direitos trabalhistas e sociais do povo europeu, assim como projetos mirabolantes de Olimpíadas e de austeridade, como os que estão sendo realizados no Brasil.

Os especuladores de lá fazem como os daqui, usam os bancos para agravar ainda mais a crise com o capital especulativo, depois salvam os bancos e grandes instituições com dinheiro público e apenas a população fica com o ônus da história.

Os empresários do velho continente também tomam atitudes como os daqui, pasmem brasileiros! Na Europa de hoje muito se reivindica que haja a proibição de transações com paraísos fiscais e luta contra a fraude fiscal em massa das grandes empresas e dos mais ricos. Vemos coisa parecida no Brasil, certo?

Outro ponto muito debatido pela sociedade européia, por exemplo, é começar a socializar as numerosas empresas e serviços privatizados desde a década de 80. Os governos dos países europeus também venderam o país na surdina, assim como os “neo-liberais” tucanos!

Os trabalhadores da Europa sofrem com os mesmos problemas da América Índia, do Brasil, por exemplo. Lutam pelo aumento de salários, pela diminuição na jornada de trabalho, buscando a proteção social e o regime de pensões. Por aqui diriam que os mesmos estão sendo “paternalistas”.

Os jovens europeus enfrentam uma taxa de desemprego que beira os 50% e não têm oportunidade de trabalho e renda na sociedade assim como os jovens brasileiros.

E os governos? Como são parecidos! E os eleitores? Também!



Qual é a diferença do eleitor brasileiro e do eleitor europeu? Nenhuma! Aqui milhões ajudam a eleger políticos corruptos e sem caráter, como milhões de europeus ajudam a eleger políticos como Sílvio Berlusconi, Nicolas Sarkozy, Tony Blair, entre todos os outros.

Aí eu te pergunto: o povo europeu é mais consciente que o brasileiro? O povo europeu, assim como o brasileiro e os demais, é enganado por esse tipo de político, que faz campanhas tão nefastas quanto as que se fazem por aqui. Que vende o país para especuladores como fazem os governantes do Brasil. Que ceifa direitos trabalhistas e aumenta salários de parlamentares, anualmente, como fazem os deputados e senadores do Brasil. Políticos que desfilam sua arrogância e viajam pelo mundo com dinheiro público, assim como os presidentes daqui. Que mentem para a população e manipulam a opinião pública como fazem os políticos do Brasil, da Argentina, do Chile, do Equador, Bolívia, Panamá, México, Uruguai, Paraguai e por aí vai!

Está mais do que na hora do brasileiro acordar para ver que o mundo é tão corrupto e injusto quanto o seu país. Sempre nos subestimamos, colocamos nosso povo como ignorante, analfabeto funcional e o que vemos na Europa romântica não é diferente, assim como o que vemos nos Estados Unidos.

O Tio Sam teve que colocar um negro na presidência para melhorar a sua imagem no mundo. Martin Luther King deve estar se revirando no caixão, vendo que um negro foi eleito não para mudar o país, mas para mudar a imagem do país.


Entre tantas semelhanças, uma diferença


A manipulação, a corrupção, a especulação financeira dói aqui como na Europa, mata e condena ao subemprego milhões de pessoas em ambos os continentes. Mas há uma diferença que não é amplificada pelos jornais. Apesar de sermos colonizados e criados para sermos a semelhança deles, no comportamento, na organização social, temos uma diferença gritante: para cada corte no salário dos trabalhadores europeus, para cada atitude do governo que prejudica um grupo ou segmento, há manifestações, passeatas, enfrentamento com a polícia, com a imprensa e, se necessário, até com os demais países da chamada “União Européia”.

Lá a educação refinada e o salto alto são deixados de lado e a rebeldia toma conta da sociedade quando ela sente-se prejudicada. Aqui o pacifismo se converte em apatia.