segunda-feira, 23 de julho de 2012

Cangaceros no Festival 20 Minutos, com Marcelo Nova e Thunderbird

O projeto 20 minutos, do Centro Cultural da Juventude (CCJ), selecionou seis bandas de rock para fazer um pocket show de exatos 20 minutos dentro da programação do Especial “Mês do Rock”. A banda ou artista solo mais votado pelo público volta no mês seguinte e se apresenta no projeto Sexta Sonora.

O festival contará com o músico Thunderbird, como mestre de cerimônias. O show de encerramento fica por conta de um dos principais nomes do rock nacional, o cantor Marcelo Nova.

A banda Cangaceros, de São Roque/SP, formada por Ivan Nízer (vocal), Mário Barroso (vocal e guitarra), Waldir Verillo (baixo), Caio Silvah (guitarra solo) e Lucas Cruz (bateria) foi selecionada para participar do evento, tocando músicas do último CD, intitulado "Sociedade Hospício".

Para obter mais informações sobre o evento, acesse: http://ccjuve.prefeitura.sp.gov.br e para conhecer melhor a banda Cangaceros, acesse: www.cangaceros.com.br.

terça-feira, 10 de julho de 2012

Só um poeta...

(Mário Barroso)


Não tenho hora para entrar e nem sair do serviço.

Exerço inúmeras funções ao mesmo tempo,

Não recebo salário, sou voluntário,

Sequer sou reconhecido por isso,

Sequer deveria!



Não tenho chefe ou patrão,

Não tenho nenhum direito garantido por quem quer que seja,

A não ser o de ser livre, por mim, não pela Constituição!



Confesso que alguns dias não faço nada, mas são raros.

Minha cabeça não me dá o direito de tirar férias para viajar,

Pois viajo muito no trabalho,

Mesmo sem querer.



O dia e a noite são sempre corridos,

Sonhar acordado me consome muito tempo

E, meus afazeres, me consomem todo o resto.



Quando estou de plantão,

Curo os enfermos, com palavras de fé e apoio.

Aos terminais, ofereço apenas a paz.

Dispenso atenção aos idosos que me procuram,

Fazendo-os compreender o tempo com a paciência.

Aconselho os jovens criando metáforas sobre a vida,

Com lições de humildade e esperança.

Apresento o mundo às crianças em contos,

Com todos os fios e desafios.



Pregando por aí, arrebanho fiéis

Para crença de que tudo vale a pena quando a alma não é pequena.

Desmistifico o céu e o inferno.



Como político, atuo junto aos meus pares,

Lutando pela valorização do meu trabalho,

Pela arte, pela necessidade e direito de produzir

Ou reproduzir.



Construo conhecimento em qualquer terreno,

Projeto os argumentos que me vêm à mente em um alicerce concreto e abstrato,

Para não desabar em qualquer conceito.



No divã, tento compreender as angústias mais agudas da existência humana,

Não há remédio para os meus distúrbios,

Tenho síndrome de tudo.

Também não há remédios para os seus,

Pelo que vi até agora.



Tem dias que gosto de sair para pescar,

Jogar a isca no imenso oceano de percepções do Universo

À procura de alimentos para minha alma.

Sempre trago algo para casa,

Nem que seja eu mesmo.



Semeio cultura no solo de dentro, para colher os frutos no solo de fora,

Só que as pragas estão cada vez mais fortes.

Eu, nem tanto.



Confesso que não gosto quando tenho que ser um advogado astuto

Para defender com unhas e dentes o valor do meu ofício.

Um promotor convicto,

Ao afirmar que minha obra não vale nada diante da existência.

Um juiz cruel e implacável,

Quando julgo o mundo e a mim, sem pena.



Me divirto mesmo,

Ao fingir sentir a dor que não é minha

E que não é dor a dor que me aflige o peito.



Compor melodias então é um imenso prazer, quando há tempo.

Alinhar as frases para dar ritmo aos pensamentos,

Me encanta.



Dançar não é comigo,

Mas me esforço um bocado para aprender os novos passos do mundo

E entrar na dança.



Não sou adepto ao trabalho braçal, isso é inegável.

No entanto, saio pelas ruas catando restos de manipulação ideológica

Para dispensar tudo no aterro sanitário da sabedoria.

São toneladas de lixo tóxico e nocivo, de vias públicas e privadas,

Que eu dispenso todos os dias.



Não sou formado, estudei pouco, mas li muito.

De fato, ainda não aprendi nada.



Hoje apenas sou por existir.



Sou tantos quantos puder e quiser.

Sou um, dois, sou até mais que três.

Chego a ser muitos, mesmo não sendo ninguém.



Sou só, às vezes até mais do que eu gostaria.

Para o leitor, um texto sem voz.

Para os demais, mais um.

Para mim, só um.

E isso já basta!

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Quarto Poder

Letra e Música: Augusto Sangalli, Thiago Sangalli e Mário Barroso.
Execução: BlackthorN



Começa o noticiário,
Silêncio pra televisão!
Maquiagem, cabelo penteado,
Mentiras pra população.

Verdades da CNN,
Notícias da BBC,
Aonde estão os Presidentes?
Sorrindo na sua TV!

Telespectadores,
Vítimas do IBOPE,
Do senso comercial,
Da indústria do Pop!
Do pó!


Jornalistas-publicitários,
Distorcem a informação
Editam o que foi comprado
E vendem a sua visão.

Produzem as suas verdades,
O que eles querem de você?
O que eles querem de você,
Um cúmplice pra convencer!

Telespectadores, co-manipuladores!

Quarto Poder,
Imagem poder,
Imagem podre!

O dia a dia dos jornais,
Web, impresso, rádio e TV,
É expor sua tragédia
Sem pagar o seu cachê!

Um império que esmaga os seus ossos
E te faz pagar pra ver.
O que eles querem de você?
IBOPE!

segunda-feira, 4 de junho de 2012

O Homem


Nascido, criado e benzido,
Sobre os céus dos padres é o filho de Adão!

O Homem vai dominando o Homem, e o mundo.
O Homem vai dominando o Homem, mas e o mundo?

Na Terra,
Entre tantos seres vivendo em harmonia com o ambiente,
Um quadrúpede que virou bípede evoluiu a mente
E começou a dar mais valor pra si e menos valor pra tudo, tudo!

Fez-se Homem, todo poderoso,
Filho, herdeiro do dono do mundo.
Ele arrebanha suas presas, modifica a natureza.
Bicho sanguinário, predador de origem divina.

Esse é o bicho homem,
O ser alienígena que vive o Universo de dentro,
Prejudicando o Universo de fora.
Ele é o presente do tempo,
Ele é o "x" da questão, é o rumo da história.


Mas, no artigo do código penal,
Um inciso da lei da natureza, diz:

"Todo predador, enquanto predador,
Também é presa"


E por que não?

Amar a existência sob todas as coisas!
Honrar o Universo e a Natureza!
Não cobiçar a liberdade do próximo!
Não desmatarás!

E por aí vão os mandamentos,
Mas mandamentos ninguém segue.
E mesmo assim, a idéia segue!

E há de ser,
Como diria Raul,
Há de ser tudo da Lei!

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Canção da Liberdade

Letra e música: Mário Barroso

A liberdade entrou na Casa Grande
E a criada se pôs a cantar.
A liberdade pulou a janela
E a sinhá começou a chorar.

A liberdade foi pro pelourinho,
O sofrimento ela foi estancar.
A liberdade então foi pra senzala
E o povo negro se pôs no lugar.

A liberdade passou na cabeça
E convidou o negro pra marchar.
A liberdade tomou o chicote
E convidou o senhor pra dançar.

Eh, oh, liberdade, tira o senhor pra dançar!
Eh, oh, liberdade, tira o negro pra sambar!

A liberdade correu pra floresta
Levou Zumbi pra lutar.
A liberdade armou a rasteira, pra ver Bezouro
Cordão de Ouro jogar.

Eh capoeira, oh berimbal,
Ganga Zumba é imortal!

Bimba e Patinha,
Angola e Regional,
Capoeira, faz poeira, oh...

A liberdade é mãe de todo movimento,
Em morte ou em vida há liberdade,
Ela é inerente a humanidade e ao tempo.

A liberdade é um patrimônio imaterial,
Imã do Universo e da Natureza,
Ela é a inspiração mais ousdada do bem e do mal!

A liberdade baixou no terreiro
E recebeu a benção do Orixá.
A liberdade andou pela praia
E carregou a oferenda pro mar.

Eh, oh, liberdade, leva oferenda pro mar!

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Eram os Deuses Astronautas!


Letra e Música: Mário Barroso

"Eles vieram da imensidão do espaço
Rasgando o tempo feito cometas, trovões.
E aqui passaram todos seus conhecimentos,
Criaram templos entre outros monumentos.

Brincaram com todos elementos do meio.
Fazendo do planeta um instante de recreio.
Gigantes que pousaram em só um segundo
Pra semear o brilho azul da escuridão.

Aqui mulktiplicaram-se entre os selvagens
Criando seres feitos às suas imagens.
Mas de repente sumiram em um segundo
Deixando filhos órfãos ao redor do mundo.

E agora, as pistas de Nazca? O Templo do Sol?
As Pirâmides Astecas e Maias? A Baía de Pisco?
Machu Picchu?

As escrituras em Palenque?
Os desenhos do Uzbequistão?
Onde é que estão, os Mapas de Piri Reis?
Quem desenhou o mundo à mão?

E então? Eram os Deuses astronautas ou não?
Eram os Deuses astronautas!

Gigantes que pousaram em só um segundo
Pra semear o brilho azul da escuridão".

terça-feira, 15 de maio de 2012

O "x" da questão ambiental

É meus amigos, como sempre, eu e você somos os grandes responsáveis pela poluição do planeta, não é mesmo?        A hipocrisia impera e ninguém parece se importar...

A questão da utilização das sacolas plásticas está sendo colocada pela grande mídia, muitos legisladores, entre outros grupos, como o cerne da questão ambiental do momento.

Estamos vivenciando mais um episódio da novela diária dessa “Sociedade Hospício”, onde acontecem desvios das mais diversas formas na compreensão e reflexão sobre os problemas do homem e do meio social.

Vamos refletir um pouco

Assim como vemos os bancos e especuladores serem salvos pelo Estado nos mais diversos países após avalanches econômicas causadas por eles mesmos (no modelo catastrófico de gestão neoliberal), vemos a mira ser apontada para a cabeça do cidadão quando a questão ambiental entra em questão.

Somos bombardeados com críticas e sugestões na televisão, nos jornais, para economizarmos energia, água potável, reciclar, reduzir e reutilizar o lixo, pois a sociedade é apontada como a grande responsável em amenizar os danos ao meio ambiente.

No entanto, basta poucos minutos de reflexão para perceber que apenas os edifícios da Avenida Paulista aliados a meia dúzia de shoppings nobres da capital de São Paulo, por exemplo, gastam milhões de litros de água potável por mês e milhões de quilowatts por hora. Estabelecimentos que, juntos, consomem mais água potável e energia elétrica por mês do que algumas cidades inteiras do interior do país.

Um cidadão comum levaria mais de 50 anos para consumir a energia elétrica desperdiçada por alguns desses estabelecimentos comerciais. Imaginem então o desperdício das indústrias? Ah, mas as indústrias podem produzir e comercializar produtos com plástico sem qualquer controle, afinal, elas são as grandes responsáveis por fazer a economia girar, certo?

Errado! As indústrias e empresas são as grandes responsáveis em poluir desordenadamente o meio ambiente com resíduos tóxicos, em esgotar os recursos naturais com sua produção desenfreada e a prejudicar a vida na Terra com sua ótica predominantemente econômica, onde o que importa é o lucro, acima de tudo e de todos.

Diariamente são exibidos comerciais na televisão para conscientizar o cidadão, mas é raro ver um anúncio: “Atenção empresário! Não jogue lixo tóxico nos rios da sua cidade! Atenção empresas! Não desperdicem energia elétrica e, por favor, dêem um destino correto ao lixo industrial!”.

Você pode questionar que estou defendendo o uso desordenado dos recursos pelos cidadãos ou criticando o modelo de vida sustentável pregado pelos ambientalistas, mas a questão é levar o foco para o “x” da questão. É mostrar que o cidadão é vítima e não protagonista.

O bom senso é mais do que necessário nessa hora. Temos que ter consciência em utilizar os recursos de forma correta, mas colocar o cidadão como o grande responsável pela poluição ambiental é um crime contra a consciência!

Afinal, enquanto eu economizo água no banho, a empresa responsável pelo saneamento e fornecimento de água da cidade de São Roque, por exemplo, aponta em seus relatórios que 50% da água tratada é desperdiçada em sua própria rede de distribuição. E o mais chocante é que esse índice está dentro da normalidade, segundo a empresa, situação que se arrastou pelos últimos 50 anos. Ou seja, enquanto você toma seu banho mais rápido, a empresa não mostra nenhuma pressa em arrumar os vazamentos e solucionar a questão da perda da água potável em sua rede de distribuição, devido falta de manutenção, planejamento e, principalmente, consciência ambiental.

Nada contra a empresa especificamente, mas com a lógica do modelo de gestão da grande maioria das empresas do nosso país.

Enquanto você desliga os aparelhos elétricos da tomada durante a noite para economizar energia, as empresas e indústrias deixam seus holofotes radiantes iluminarem seus logotipos por madrugadas inteiras na fachada de rodovias e distritos industriais, sem qualquer necessidade. Como diria o narrador Milton Leite, do Sportv: "Que beleza!"

Conheça seus direitos

Em São Roque alguns estabelecimentos não estão mais oferecendo sacolas plásticas para o cidadão levar sua compra para casa. É importante frisar para todos os cidadãos que o PROCON de São Paulo divulgou que os estabelecimentos são obrigados a oferecer aos clientes alternativas gratuitas às sacolas plásticas, para que possam finalizar suas compras de forma adequada. É importante destacar que, na ausência de opção gratuita para que o consumidor possa concluir sua compra, o estabelecimento deverá fornecer gratuitamente a sacola biodegradável, respeitando assim os ditames do Código de Defesa do Consumidor (CDC).

Então se você for a um supermercado local e não oferecerem uma forma para você levar suas compras para casa adequadamente, denuncie! Afinal, não podemos pagar o pato sem ao menos ter como levar ele para nossa casa!