terça-feira, 16 de novembro de 2010

Sanroquense lança livro de crônicas



Não é exagero afirmar que nas veias de Paulo José Moraes corre o sangue mais brasileiro, humanista e divertido do meio médico e acadêmico do país. Com uma trajetória profissional de credibilidade reconhecida, hoje atua como médico do Instituto Israelita de Responsabilidade Social Albert Einstein e atende em consultório na especialidade do Psicodrama. Na vida privada pode ser definido basicamente como: Babalorixá, Corinthiano e Cinéfilo, tudo em letras maiúsculas!

Além disso, Paulo José Moraes também é jornalista e está lançando um livro que reúne crônicas produzidas nas últimas quatro décadas intitulado “Um psiquiatra neste bando de loucos – Coisas Agudas e Crônicas”, pela editora República Editorial.

O livro, que contempla textos inéditos e crônicas publicadas desde os anos em que Paulo Moraes escrevia para o caderno Ilustrada, da Folha de São Paulo, traz estórias do cotidiano, reflexões, visões de mundo, experiências de terapias diversas, música, teatro, cinema, tudo com o tom e a visão peculiar do autor.

Assim como sua vida, sua obra é cheia de significados. E não poderia ser diferente, já que o autor tem uma profunda vivência profissional como psiquiatra e espiritual como Babalorixá do Templo Guaracy do Brasil, além de ter uma extensa carreira no teatro, amador e profissional.

Sua inclinação para atividades culturais e artísticas vem desde o tempo em que fazia Faculdade de Medicina em Catanduva. Nessa época, Paulo José Moraes organizou inúmeros eventos musicais, com participações de Vinicius e Toquinho, Marília Medalha, Trio Mocotó, Chico Buarque e MPB4, Taiguara, Gal Costa, Gilberto Gil e Macalé, Plínio Marcos, Geraldo Filme, entre outros artistas. Além disso, atuou como editor de cultura do Jornal dos Trabalhadores, dirigido por Perseu Abramo, para o qual entrevistou nomes como Henfil, Gonzaguinha, Rolando Boldrin e Mercedes Sosa.

Durante todos esses anos Paulo José Moraes cativou inúmeros amigos, que hoje são personalidades na música, no teatro, no cinema. O ilustre compositor da MPB, Paulo César Pinheiro, é um desses, que escreveu carinhosamente o prefácio da obra:

“São reflexões e pensamentos profundos, visões de mundo e alma particulares...O livro é um retrato claro de seu espírito, uma marca de sua existência e uma pegada que seu coração deixa em sua passagem terrena. Li de uma vez, sem parar. E gostei!”.

Após o lançamento do livro na Livraria da Vila, em São Paulo, haverá o evento de lançamento do livro em São Roque/SP, no dia 27 de novembro (sábado), às 20hs, no restaurante Vila Don Patto. Não perca!


Serviço:
ISBM: 978-85-87562-22-7
Número de Páginas: 208
Valor de venda: R$ 28,00

Evento de lançamento do livro:
Data: Sábado – 27 de novembro de 2010
Horário: 20hs.
Local: Restaurante Vila Don Patto (Estrada do Vinho, km 2,5 – São Roque/SP)
Reservas: (11)4711.3001 / contato@viladonpatto.com.br


Assessoria de Imprensa:
Mário Barroso - (11)9898.2101
mario81_sr@hotmail.com



terça-feira, 19 de outubro de 2010

Questão da Música ao Vivo – Bares e Estabelecimentos

Nesta segunda-feira (18/10) foi realizada uma reunião na Prefeitura Municipal da Estância Turística de São Roque entre os proprietários de bares e restaurantes, músicos e representantes da prefeitura para tratar sobre a questão da música ao vivo nos estabelecimentos.

Na ocasião, estiveram presentes Marcelo Renato (Diretor de Planejamento), Leonildo Sobreira Lima (Chefe da Divisão de Planejamento), Rafael Bonino (Advogado da Prefeitura) e Alexandre Oliani (Fiscal de Postura), os vereadores Rodrigo Nunes, Tio Milton e João Paulo, além de 20 pessoas, entre músicos e proprietários de estabelecimentos.

Os representantes de bares e estabelecimentos levaram diversas questões aos técnicos, como dificuldade de adequação para obtenção de alvarás, burocracia, denúncias infundadas, queda nos rendimentos, entre outros assuntos. Os músicos presentes colocaram a dificuldade que estão encontrando para exercer sua atividade na cidade, afirmando que muitos estão tendo que sair de São Roque para continuar trabalhando.

Após duas horas de reunião, foi criada uma comissão entre os presentes para levar até a prefeitura sugestões para alterar a presente legislação, que é vista pelos próprios representantes do poder público como defasada, e medidas que ajudem os proprietários de estabelecimentos a se adequarem às exigências. Os integrantes da comissão são: Nildo Santana, Reginaldo Antonio Ferreira, Mário Barroso, Adalberto Faria Rosa, Luciano de Souza, Rodrigo Nunes e Rodrigo Amaral (suplente).

Os representantes do poder público afirmaram que a prefeitura tomará providências em um prazo de um mês, após receber as sugestões enviadas pela comissão. O vereador Rodrigo Nunes também afirmou que a Câmara de Vereadores dará todo o suporte necessário para a comissão, desde espaço físico até equipe técnica.

Todos os representantes de bares e estabelecimentos, músicos e cidadãos em geral que não estiveram presentes podem contribuir com os trabalhos entrando em contato com a Câmara de Vereadores ou com a Prefeitura Municipal da Estância Turística de São Roque.


Por Mário Barroso
MTB: 47.431/SP

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Quanto vale o seu anel de ouro?


O acidente na mina San José, no Chile, reabre as discussões sobre as improbidades praticadas pelos grandes grupos, corporações e governos na atividade extrativista

Baseado em uma emblemática passagem bíblica, o presidente chileno Sebastián Piñera, pouco antes do início da operação de resgate dos 33 mineiros, disse: “A fé movimentou montanhas”.

Hoje, veículos de comunicação de todo o mundo transmitem o que parece ser o fim do drama dos 33 mineiros do Chile, soterrados há três meses. Trabalhadores, pais de família, que servem ao grupo San Esteban, proprietário da mina San José, já pressentiam a provável tragédia. “A mina chora com frequência”, contava um dos mineiros meses antes do desmoronamento, afirmando que ela derramava “lágrimas de poeira e de cascalho” e que todos aqueles que trabalhavam nela estavam conscientes que a mina, com mais de um século de atividade, não era segura.

O Ministro das Minas do Chile, Laurence Golborne (aliás, nome curioso para um dirigente chileno, não acham?), afirmou: “Nada substitui a ética e a consciência de segurança das empresas e dos trabalhadores”. Ética? Consciência de segurança?

Mais de oitenta acidentes foram relatados nas últimas décadas na mina San José e deslizamentos de cascalho eram freqüentes. Em 2007 a mina de cobre e ouro foi fechada devido a morte de um operário, mas logo no ano seguinte já foi reaberta, sem nenhuma medida de segurança implantada, afinal, tempo é dinheiro ou como diriam os descendentes de Golborne: “time is Money”.

O desmoronamento do dia 5 de agosto de 2010, que deixou os 33 mineiros presos embaixo da terra, resultou de uma explosão provocada pela ruptura do equilíbrio natural da estrutura da mina (resultado da contínua e desgovernada extração de minérios). Essa é a principal causa dos acidentes em minas do Chile e de todo o mundo. Mas as irregularidades são inúmeras: falta de escada de emergência, rampa de acesso, sistema de ventilação adequado, medidas para evitar contaminação e por aí vai...

Para se ter uma idéia de quanto o Estado chileno se preocupa com a segurança dos mineiros, o Serviço Nacional de Geologia e de Minas, órgão regulador da atividade no país, tem somente dezesseis inspetores para monitorar mais de 4.000 minas. Isso não é diferente nos órgãos dos demais países da América do Sul. Agora, o governo chileno promete dobrar os investimentos e o número de inspetores, isso também ocorre nos demais países da América do Sul quando há ocorrências dessa magnitude. Quem souber dizer qual será o desfecho ganha um doce!

O Chile é o principal produtor de cobre de todo o mundo, extraindo mais de um terço do cobre mundial. O metal avermelhado representa 60% de suas exportações e 15% de seu produto interno bruto. A gigante estatal Codelco e algumas grandes multinacionais (BHP Billiton, Barrick, Xstrata Copper) são detentoras da maior parte dos rendimentos da atividade extrativista.

fotos dos 33 mineiros soterrados há três meses

Por incrível que pareça, os mineiros de San José garantem que sua profissão, difícil e perigosa, faz deles trabalhadores privilegiados no meio operário chileno, pois recebem por mês quase quatro vezes o salário mínimo do Chile (o equivalente a R$ 595,00). Logicamente, eles não levam em conta o nível de contaminação a que estão expostos, a extensa jornada de trabalho, a falta de segurança, entre outras questões cruciais.

Entender o por que disso é tão difícil quanto entender de onde os mineiros tiram forças para entoar o hino do Chile, ao lado da bandeira do seu país, enquanto estão soterrados pela ingerência do próprio Estado.

Ao longo dos últimos séculos, desde o massacre pacífico dos colonizadores americanos e a descoberta das minas de Potosí (Perú) e Ouro Preto (Brasil), por exemplo, trabalhadores de todo o mundo passam mais da metade de suas vidas sobre metros e metros de terra. Sujeitos as mais diversas formas de contaminação, das mais diversas substâncias. Reféns das mais diversas formas de exploração, dos mais diversos tipos de grupos, corporações e governos.

Não importa qual é o metal, qual é o país ou grupo detentor da atividade extrativista, a regra é sempre a mesma. Na África, os diamantes brotam em meio a guerra civil e ao trabalho escravo. Cerca de milhões de pessoas são assassinadas brutalmente devido ao tráfico ilegal dessa pedra. Na América, parece inesgotável a quantidade de ouro, prata e cobre. Um continente onde a riqueza da terra não é suficiente para matar a fome, para acabar com a pobreza ou para, ao menos, diminuir a desigualdade. Na Europa e Estados Unidos, o sangue e o suor dos mineiros de todo o mundo são polidos e, após um processo de higienização, o material bruto é trabalhado para ser importado e exportado pela indústria da moda como pulseiras, colares, anéis, brincos, entre outros milhares de artefatos.

No entanto, a sede do mercado de mineração não abre espaço para questionamentos. Milhões de pessoas procuram ansiosamente pelas novas peças de sua coleção. Como faraós do Egito antigo, adornam suas roupas, móveis, utensílios domésticos, entre outros tantos objetos possíveis e inimagináveis com suas pedras e metais.

Rasgando a Terra, abrindo as veias do planeta sem dó, nem piedade, as corporações multinacionais seguem propondo parcerias criminosas para governos e mineiros visando atender a crescente demanda. Talvez, a colocação do presidente chileno, trazendo a emblemática passagem bíblica para ilustrar os recentes acontecimentos, tenha sido infeliz. Sugiro outra citação, um tanto mais cabível:
“A fé move montanhas, o capital remove!”.



Por Mário Barroso
MTB: 47.431/SP



quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Qual será a seleção brasileira do Rage no SWU?

Após longos anos de espera, a multidão de seguidores do Rage Against The Machine no Brasil não se cansa de perguntar quais serão os clássicos apresentados no dia 09/10, durante o show no festival SWU, realizado em Itú/SP.

O mega-evento, que vai ser realizado na cidade onde “tudo é grande”, traz uma das maiores bandas da história do rock pela primeira vez na América do Sul e “nunca antes na história deste país”. Formada por Zack de La Rocha (vocal), Tom Morello (guitarra), Tim Commerford (baixo) e Brad Wilk (bateria), o Rage é uma das mais influentes e pesadas bandas de todos os tempos.

Mas isso todo mundo já sabe! O que todos querem saber agora é o que vai rolar no dia do show, quais serão os sons do repertório?

O Rage Against The Machine se apresentou pela última vez no dia 6 de junho deste ano, gratuitamente, em Londres. Cerca de 40.000 pessoas foram ao Finsbury Park e ouviram músicas como “Bulls On Parade”, “Bombtrack” e, é claro, “Killing The Name”(provavelmente a música mais conhecida da banda em todo o mundo).

O setlist só mesmo os caras sabem, mas para termos uma idéia segue abaixo o repertório do último show. Fica a pergunta: qual será a escalação da seleção brasileira?


Rage Against The Machine - Live At Finsbury Park
Londres - 06/06/2010

Testify

Bombtrack


People Of The Sun


Know Your Enemy


Bulls On Parade


Township Rebellion


Bullet In The Head


White Riot


Guerrilla Radio


Sleep Now In The Fire
                                                                             
Freedom

Killing In The Name



por Mário Barroso
MAC/BRASIL

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Um minuto de silêncio...

Caros, peço encarecidamente um minuto de silêncio para todas as vítimas que terão suas vidas ceifadas pelos próximos candidatos eleitos.

Deus abençoe a todos!

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

informe - Fórum Permanente de Cultura

Caros artistas, produtores e cidadãos de São Roque,


Na última segunda-feira (27/09), às 19hs, foi realizada mais uma reunião do Fórum Permanente de Cultura de São Roque no Núcelo de Música do CEC Brasital.

Na ocasião, o Chefe do Departamento Econômico da Prefeitura da Estância Turística de São Roque, Leodir Ribeiro, apresentou a minuta de lei que dispõe sobre a criação do Conselho Municipal de Cultura de São Roque/SP.

O texto final, que deverá ser aprovado pela Câmara dos Vereadores a partir da próxima semana, foi produzido através de um processo colaborativo com a sociedade local nas reuniões do Fórum Permanente de Cultura e validado pelo poder público local. É importante frisar que esta é uma conquista de muitos profissionais da cultura que ao longo dos últimos dez anos batalharam em grupos de debates e movimentos culturais para a criação do Conselho Municipal de Cultura de São Roque/SP.

Na próxima reunião do Fórum, o Chefe da Divisão de Cultura, Rodrigo Boccato, irá apresentar o Plano Orçamentário da Cultura para o próximo ano (2011) e abrirá espaço para sugestões dos presentes.

Fique por dentro das novidades, participe das reuniões!
Contribua com a criação da Política Pública de Cultura da sua cidade!


Fórum Permanente de Cultura
Reuniões: última segunda-feira de cada mês, às 19hs.
Próxima reunião: 25/10
Local previsto: Câmara dos Vereadores
Infos: cultura@saoroque.sp.gov.br
mario81_sr@hotmail.com

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Representantes de bares, restaurantes e músicos se reúnem em São Roque

Dia 20 de setembro de 2010 (segunda-feira), às 20hs, representantes de bares, restaurantes e músicos de São Roque/SP reuniram-se na Associação Comercial de São Roque com o intuito de compreender por quais motivos a Prefeitura Municipal da Estância Turística de São Roque está impedindo que os bares e restaurantes trabalhem com música ao vivo em suas dependências.


Estiveram presentes: Cláudia Di Palma Souza e Fernando Siqueira Silva – restaurante Baco; Sônia Oliveira Murakawa – bar Camaleão; Carlos Bueno – Rock Gol Bar; Cláudio Rocha – bar Cappadocia; Carlos Laia – bar do Carlos; Amilton José de Toledo – bar V8; Tiago Vieira, Mário Barroso, Adalberto Faria e Edson D’aísa – músicos; Lucas Di Mario – imprensa e eventos; Rodrigo Nunes e Donizete de Moraes – vereadores; Antonio Di Girolamo – Associação Comercial de São Roque;

Na ocasião, os representantes de bares e restaurantes demonstraram seu descontentamento com a forma arbitrária que a Prefeitura Municipal da Estância Turística de São Roque tem aplicado multas e restrições.

Os principais pontos levantados foram: a falta de medição do nível de decibéis emitidos pelos bares e restaurantes durante os eventos com som ao vivo; onde estão os registros das reclamações de moradores vizinhos aos estabelecimentos, já que a afirmação dos fiscais é que houve até abaixo-assinado dos mesmos; que os recursos das multas e punições são indeferidos sem qualquer justificativa; a necessidade de revisão da chamada “Lei Seca”, na questão dos alvarás para estabelecimentos que trabalham som ao vivo; incentivo e divulgação por parte da Prefeitura a programação dos bares e restaurantes, quando os mesmos criam empregos e contribuem para a economia local.

Os músicos presentes colocaram a dificuldade que estão encontrando em poder trabalhar e a queda abrupta dos rendimentos de sua atividade artística na cidade devido as restrições impostas pela Prefeitura Municipal da Estância Turística de São Roque.

O vereador Rodrigo Nunes se comprometeu em agendar uma reunião com o prefeito Efaneu Nolasco Godinho para tratar das questões que foram levantadas junto a alguns representantes eleitos pelo grupo: Cláudio (Cappadocia), Sônia (Camaleão) e Edson D’aísa (músico).

Ao final, todos os participantes assinaram uma lista de presença, colocando e-mail e telefone, para dar continuidade ao processo de compreensão e resolução dos fatos.


por Mário Barroso
MTB: 47.431/SP