terça-feira, 14 de setembro de 2010

Horário Eleitoral Gratuito? Pra quem?

Foi sempre assim não é mesmo? Desde que a propaganda eleitoral apareceu na televisão: “interrompemos nossa programação para a exibição do horário eleitoral gratuito”.

Mais uma mentira entre tantas outras da nossa recente democracia. Assim como o dono do posto de gasolina utiliza o terceiro digito (Gas - R$3,499), as grande redes de mercado determinam os valores dos produtos (Camiseta - R$29,99) e até mesmo o pequeno empreendedor (Tudo por R$1,99), o Estado brasileiro maqueia o verdadeiro custo do processo eleitoral, sutilmente.

Primeiro, vejamos a definição de “gratuito”, no Dicionário Aurélio:
“Aquilo que é feito ou concedido de graça ou espontaneamente; Desinteressado; Ato gratuito, aquele que, segundo alguns filósofos, se pratica com total liberdade, sem finalidade específica, sem causa aparente”.

Por este ponto já sabemos que o processo eleitoral é feito com as melhores intenções, mas a pergunta que não quer calar é: “O horário eleitoral é gratuito para quem?”. Todos sabem que o financiamento de campanha no Brasil é misto, ou seja, com recursos públicos e privados. Então, grande parte do dinheiro público, do nosso bolso, vai para os chamados “Fundos Partidários”, destinados quase em sua totalidade para financiar a propaganda eleitoral gratuita (inserções de programas em emissoras de rádio, televisão, textos em jornais impressos, entre todas as outras formas de divulgação imaginadas pelos marqueteiros).

Se não bastasse, o horário utilizado pelos partidos na televisão, por exemplo, é custeado por uma “compensação fiscal” garantida pelo poder público para todas as emissoras que transmitem o horário eleitoral (Lei 9.504/97, art. 99).

Ou seja, quem paga o pato? Quem paga para ver o tucano que não sabe sorrir, a mulher pêra que não sabe o que quer, o Tiririca que sabe bem o que faz, a Dilma Inácio Lula da Silva..., sou eu, você e todo cidadão que carrega um CPF no bolso.

As emissoras de televisão são recompensadas. Os partidos não gastam um centavo do próprio bolso e financiam suas campanhas com recursos públicos e doações de empresas, grandes corporações desinteressadas, que apenas gostam de contribuir com a democracia.

Mas e os contribuintes, consumidores, os brasileiros em geral, como são recompensados? Melhor censurar...

Como era pra ser

O primeiro projeto de lei sobre a propaganda eleitoral gratuita foi do deputado carioca Adauto Lúcio Cardoso (da antiga UDN). O projeto, aprovado e transformado em lei, permitiu de 1962 a 1974, que a propaganda eleitoral gratuita se caracterizasse como exercício de debate democrático, privilegiando o debate regional. A propaganda unificada, num só horário, com a entrada dos grandes marqueteiros, foi conseqüência dos limites impostos pela ditadura militar, com a derrota eleitoral em 1974.

O projeto de Adauto era simples. Os partidos dispunham de tempo nas emissoras de rádio e televisão, o espaço era distribuído pelos diretórios municipais, em horários diferentes e o uso era ao vivo. O candidato era credenciado, obedecendo o critério de direitos iguais. Candidatos a deputado, a vereador, a prefeito, a governador, enfim, todos tinham o mesmo peso.

Como ficou

Mas como o general Geisel não era inocente, ao perceber que a ARENA perderia a maioria no Congresso nas eleições de 1978 criou uma série de restrições, alterando o formato da propaganda eleitoral gratuita.

Mesmo o projeto inicial estar longe da perfeição, após as mudanças, houve um deterioramento moral e ético ainda maior no processo eleitoral. Hoje estamos condenados a ver os candidatos como produtos na vitrine, como ofertas imperdíveis de um mercado sedento: a Democracia. O que era para ser conceito virou produto. Pagamos para ajudar a fabricar os novos corruptos, desde a embalagem até o conteúdo duvidoso.

Pagamos para ter carros de som desrespeitando nossa liberdade, para ter as ruas sujas, infestadas de santinhos nada santos. Para ver e ouvir as mesmas mentiras de sempre: “saúde, educação, moradia, trabalho e renda”, os tabus das campanhas municipais, estaduais e federais. Continuamos pagando para sermos ludibriados por uma campanha eleitoral nefasta, cinematográfica, do mais baixo nível intelectual.

Nós continuamos financiando a classe mais beneficiada e protegida, depois dos militares e juízes: os políticos. Pagamos para ver os travestis da prostitueleição desfilando, maqueados, penteados, engomados, produzidos, fabricados pela indústria midiática cuidadosamente como bonecas barbie’s.

Enquanto isso, em volta das políticas de alianças, milhares de cadáveres de homens, mulheres e crianças ceifados pelo próprio Estado. O crime organizado sacrifica a qualidade de vida de toda a população. O cidadão privatizado segue a regra do jogo e ainda a defende, afinal, perto das ditaduras esse é o melhor modelo a que chegamos. Trabalhar para viver, ganhar para sobreviver, nadar e morrer na praia, com o bonezinho do candidato escolhido estampando: “Para ter um país mais justo, vote 171!”.


Mário Barroso – Músico / Jornalista
MTB: 47.431/SP

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Rage Against The Machine e Infectious Grooves no SWU!

Quem diria que o SWU seria responsável em colocar no palco Rage Against The Machine e Infectious Grooves no mesmo dia (09/10). Os skatistas que tiravam olies em trilhos de trem nos anos 90 jamais imaginariam uma cena dessa no Brasil.

Embalados por riffs de "Killing in the name" e o baixo irado de "Violent and Funky" no walkman, os jovens dessa época ouviam o que surgiu de melhor na mistura entre o groove e o metal, com certeza as bandas que mais tiveram sucesso nessa mistura.

O Rage Against The Machine foi ainda mais longe, incluindo letras contra o chamado "sistema", denunciando a exploração e assassinato dos Maias, entre outros grupos étnicos da América Índia. Criticando a postura dos que se ajoelham diante da bandeira para ter uma bala enfiada na cabeça, enfim, dispensa muitos comentários. Uma das bandas mais influentes do mundo.

Já o Infectious Grooves é um projeto paralelo de Mike Muir, líder do Suicidal Tendencies . Na primeira fase, o Infectious Grooves gravou quatro discos. “The Plague That Makes You aBooty Move”, foi o álbum de estréia (1991) e tem os vocais do lendário Ozzy Osbourne na faixa “Therapy”.

A banda voltou à ativa em 2008, com o baixista Steve Brunner no lugar de Trujillo (que foi para o Metallica). Eric Moore assumiu a bateria, posto que na concepção inicial foi de Stephen Perkins (ex-Jane’s Addiction). O guitarrista Dean Pleasants, da formação original, permanece.

Sem dúvia alguma dia 09/10 será lendário para os fãs da fusão de metal e groove. Duas bandas que muitos já não esperavam ter a oportunidade de curtir ao vivo, juntas no mesmo dia.

Rage Against             Infectious Grooves
http://www.ratm.com/  http://www.myspace.com/infectiousgroovesofficial


por Mário Barroso
MAC/BRASIL

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Reunião do Fórum Permanente de Cultura

Caros artistas, produtores e fazedores de cultura,


as reuniões do Fórum Permanente de Cultura de São Roque continuam sendo realizadas
na última segunda-feira de cada mês, a partir das 19hs.

Hoje (30/08) tem reunião, no Núcleo de Música do CEC Brasital.

Participem da reunião para saber a resposta da Prefeitura Municipal da Estância Turística de São Roque, com relação ao texto enviado pelo Fórum Permanente de Cultura,
sobre a criação do Conselho Municipal de Cultura de São Roque.

Participe da criação da Política Pública de Cultura da sua cidade!

Saudações culturais!


Fórum Permanente de Cultura
Reuniões: última segunda-feira de cada mês, às 19hs.
Infos: cultura@saoroque.sp.gov.br
mario81_sr@hotmail.com

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Salman Rushdie marcou presença na Flip



Pela segunda vez o escritor Salman Rushdie (Mumbai, Índia) esteve presença na Flip. Com a publicação da obra Os filhos da meia-noite o autor ganhou o prestigioso Booker Prize (1981), o Booker of Bookers (1993) e o Best of the Booker (2008). Neste ano, Rushdie veio para lançar seu novo romance: Luka e o fogo da vida.

No entanto, a obra que lhe rendeu mais popularidade foi Os versos satânicos (1988), quando recebeu o Whitbread Prize e ficou mundialmente conhecido devido sua condenação pelo aiatolá Khomeini, devido ao conteúdo do livro: “Na verdade eu passei boa parte da minha vida de escritor refletindo sobre o fanatismo, mesmo antes de ‘Os versos satânicos’. E já acompanhava o crescimento do extremismo fundamentalista antes de ele se voltar contra mim.”, conta.

Salman Rushdie acredita que a literatura é um importante caminho na construção da identidade. “Hoje há inúmeras formas de adquirir informação. A literatura apresenta ao leitor acesso a mundos e experiências distintas, outras culturas. Antes de conhecer pessoalmente à América Latina eu achava que sabia algo sobre a região. Percebi o quanto este mundo é mesmo louco, assim como os livros”.



Durante sua participação no evento, Rushdie defendeu que um autor deve privilegiar a contextualização na produção das obras. "A história é uma das melhores formas de compreendemos o mundo. Para entender o presente é importante compreender o passado. Como autor é indispensável a dimensão histórica para entender o presente".

O escritor ainda falou sobre a Índia, sua terra Natal, afirmando que o país está muito diferente de 30 anos atrás, quando escreveu “Os filhos da meia-noite”. “Continuo sendo considerado um autor indiano, mesmo escrevendo em inglês”, afirmou. Antes de concluir, Salman Rushdie declarou que sua obra foi influenciada pelo escritor brasileiro Machado de Assis.


Por Mário Barroso
MAC/BRASIL

Azar Nafisi bombardeia os aiatolás na Flip


Um dos principais destaques da programação da oitava edição da Flip foi a participação da autora Azar Nafisi. A iraniana participou da mesa “Promessas de um velho mundo”, ao lado do escritor israelense A. B. Yehoshua e do mediador Moacyr Scliar.

Quando questionada pelo mediador se sua literatura era política, Azar disparou. “É uma literatura existencial. Nos Estados Unidos, principalmente, há uma doença, tudo é trazido para o ambiente político. Eu defendo que a idéia floresce independente da política. A principal função da literatura é transmitir a verdade, de modo a olhar mais criticamente para o mundo. Acho que a literatura sempre esteve para subverter a política, então, acredito que minha literatura seja subversiva”.

Azar Nafisi, autora de Lendo Lolita em Teerã (livro traduzido para 32 idiomas que ficou por 117 semanas na lista de best-sellers do The New York Times e rendeu a autora os prêmios de Livro do Ano de Não Ficção do Booksense, em 2004, e o Frederic W. Ness), não economizou nas críticas sobre a visão do mundo em relação ao seu país e criticou a postura do presidente Lula em alguns pontos.

“O presidente Lula disse há algum tempo que é amigo de Ahmadinejad. Como você pode ser amigo de uma pessoa que condena mulheres a morte por apedrejamento? O Brasil sequer tem pena de morte. Seria como se ele fosse contra ao que tem de melhor por aqui”, indagou a escritora sendo aplaudida calorosamente pela platéia.

Para a escritora best-seller, que foi exilada do Irã em 1981 sendo expulsa do país por se recusar a usar véu na Universidade de Teerã (onde lecionava literatura), o presidente do Brasil está equivocado em pensar que pode ajudar o povo iraniano. "Eu queria dizer que o presidente Lula disse em um primeiro momento que ele não queria intervir nesse assunto. Mas gostaria de dizer que ao não intervir, ele já está interferindo”, afirmou.

Quando questionada sobre o caso da iraniana Sakineh Mohammadi Ashtiani, recentemente condenada à morte por apedrejamento sob a acusação de adultério, Azar Nafisi criticou o presidente do Brasil por sugerir asilo humanitário. “Oitenta por cento do povo iraniano está incomodado com o presidente Mahmoud Ahmadinejad. Então, todos os iranianos perseguidos deveriam vir para o Brasil, os jornalistas presos, as mulheres que se recusam a usar véu, não apenas essa mulher. Mas ele (Lula) não precisa trazer todos, é só trazer o Ahmadinejad e tudo se resolve”, ironizou, arrancando mais aplausos da platéia.

O escritor Abraham Yehoshua, concordou com as colocações e postulou que o Ocidente tem uma visão distorcida dos países do Oriente Médio. "Deveriam trazer o presidente do Irã para o Brasil e deixá-lo na Amazônia", brincou com a platéia. "Quando se fala em Irã, as pessoas imaginam o terrorismo e um presidente autoritário, o que é uma visão de mundo reduzida. O Irã é um país com mais de três mil anos de existência, que fez uma revolução importante e foi a primeira nação do continente a ter uma Constituição. Um país onde as mulheres já governaram ministérios", enfatizou.

Abraham Yehoshua também expôs a sua visão sobre a tensão entre o seu país (Israel) e o mundo islâmico. "Não dá pra comparar o meu caso com o dela (Azar). Vivemos em Israel, num estado livre. Há meios de comunicação para você expor sua opinião. Ter um vizinho (Irã) te vigiando é perturbador. Não sei o que o Irã quer com Israel. Não temos fronteira em comum. O Irã fantasia sobre nós e nega o holocausto, isso é um absurdo. É um país com o qual já tivemos relação diplomática por quase trinta anos. Espero que essa tensão se resolva sem guerra. Gostaríamos que os Estados Unidos, a Europa e o Brasil nos ajudassem a chegar a uma solução lógica", apelou.



No final, o mediador Moacyr Scliar pediu que a escritora iraniana projetasse o futuro de sua nação. “Detesto fazer profecias. Não sou otimista, sou esperançosa. Devido a história iraniana e a nossa luta de mais de cento e cinquenta anos por democracia. Apenas posso dizer que o Irã de hoje é o Leste Europeu de ontem", completou.

Hoje, Azar Nafisi é professora visitante de estética, cultura e literatura do Foreign Policy Institute, da Universidade norte-americana de Johns Hopkins. Em seu livro mais recente, O que eu não contei, lançado este ano no Brasil, a autora investiga as ligações entre o passado de sua família e a conturbada história do Irã.


Por Mário Barroso
MAC/BRASIL




sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Saiba mais sobre a Flip

A primeira Festa Internacional Literária de Paraty (Flip) foi realizada em 2003 e inseriu o Brasil no circuito dos festivais internacionais de literatura. Na primeira edição, nomes como Eric Hobsbawn e Julian Barnes participaram do evento.

Hoje a Flip é um dos principais festivais literários do mundo, privilegiando autores de best-sellers, sendo reconhecida também pela qualidade na organização e hospitalidade dos moradores da cidade. Durante sua realização, ocorrem cerca de 200 eventos: debates, shows musicais, exposições, exibições de filmes e documentários, entre outras atividades.

Espaços

Flip - Programação Principal

Composta de uma conferência de abertura e 20 mesas que reúnem para uma conversa informal convidados dos mais variados horizontes (escritores, cineastas, quadrinistas, historiadores, jornalistas e artistas plásticos, entre outros), a programação principal da Flip é realizada na Tenda dos Autores, que possui um auditório com 850 lugares. Todos os eventos contam com tradução simultânea e são transmitidos na Tenda do Telão (externa), com capacidade para 1.400 pessoas, além da transmissão ao vivo pela internet.

Flip - Casa da Cultura

Programação paralela e complementar à principal, a Flip - Casa da Cultura ocorre na Casa da Cultura de Paraty e em outros locais da cidade. Definida pela curadoria da Flip, a programação promove pré-estreias e exibições de filmes, leituras de peças teatrais, exposições e debates.

Flip Zona

Na Flip Zona a programação é voltada ao público jovem. Um casarão antigo abriga uma sala utilizada para a exibição de filmes, apresentações musicais, recitações de poesias, entre outras atividades.

Flipinha
As crianças também são lembradas na programação. A Flipinha é realizada em todo o espaço externo da festa, em tendas e mesas distribuídas pela praça central da cidade. São realizadas oficinas artesanais, peças de teatro, shows musicais, bate-papo com escritores, exposições de bonecos e uma infinidade de outras atrações.

Realização

A Flip é realizada pela Associação Casa Azul, uma Oscip (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público) criada com o objetivo de contribuir para a resolução dos problemas de infraestrutura urbana de Paraty. Além de promover a literatura, potencializa transformações na cidade nas áreas de preservação do patrimônio, educação e infraestrutura urbana e constitui um veículo poderoso de mudanças profundas no modo pelo qual a população faz uso dos espaços públicos.

Escritores homenagens no anos anteriores

Os escritores homenageados nas edições anteriores da Flip foram Vinicius de Moraes, Guimarães Rosa, Clarice Lispector, Jorge Amado, Nelson Rodrigues, Machado de Assis e Manuel Bandeira.




Por Mário Barroso
MAC/BRASIL


Fonte: institucional

FLIP – uma grande festa!

Em sua oitava edição a Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) foi muito criticada, do início ao fim. Muitos acharam que este ano o evento teve um cunho político, outros que o autor homenageado não tinha muito a ver com literatura, entre outros questionamentos.


No entanto, é inegável reconhecer o respeito da organização com relação ao público, aos autores convidados, a programação e os horários. Não há como negar a beleza de Paraty e a hospitalidade de seu povo.

Mas o que marcou a Flip foi outra história...

Andar nas ruas de Paraty nos dias da festa é cativante. Cada esquina brota inúmeros artistas de rua, livros caindo dos galhos das árvores, músicos tocando ao ar livre, uma miscelânea de cores, sons e vivências que compõem a maior riqueza do evento.

A rua vira picadeiro, o cordeirista vira celebridade. A programação da calçada é tão cativante quanto a presença dos autores de best-sellers, artistas e celebridades. A literatura do poeta que pede para o leitor oferecer o preço da obra, ao lado de um realejo de fantoche. O quadro exposto no meio-fio sob a luz do Sol, incomparável com a iluminação computadorizada de qualquer Louvre.


Mas a programação oficial também teve seu brilho. Autores que fazem parte da colcha de retalhos do pensamento contemporâneo expuseram suas idéias, questionamentos, visões de mundo. O homenageado Gullar presente, os ícones da contracultura, Shelton e Crumb, também. A rebelde Allende. Os bombardeios de Azar Nafisi e Salman Rushdie contra os aiatolás. Drummond e Gilberto Freyre em memória.

A Flip ainda encantou pelo trato com as crianças, oferecendo uma programação extermamente lúdica e interessante. Shows musicais, peças de teatro, contação de histórias, oficinas artesenanais, entre outras inúmeras atividades propostas.

A oitava edição da Festa Literária Internacional de Paraty acabou. A luz apagou, a noite esfriou. Agora, os Josés e Marias voltam para casa, esperando uma nova oportunidade de contrapor a realidade.


por Mário Barroso
MAC/BRASIL