sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Saiba mais sobre a Flip

A primeira Festa Internacional Literária de Paraty (Flip) foi realizada em 2003 e inseriu o Brasil no circuito dos festivais internacionais de literatura. Na primeira edição, nomes como Eric Hobsbawn e Julian Barnes participaram do evento.

Hoje a Flip é um dos principais festivais literários do mundo, privilegiando autores de best-sellers, sendo reconhecida também pela qualidade na organização e hospitalidade dos moradores da cidade. Durante sua realização, ocorrem cerca de 200 eventos: debates, shows musicais, exposições, exibições de filmes e documentários, entre outras atividades.

Espaços

Flip - Programação Principal

Composta de uma conferência de abertura e 20 mesas que reúnem para uma conversa informal convidados dos mais variados horizontes (escritores, cineastas, quadrinistas, historiadores, jornalistas e artistas plásticos, entre outros), a programação principal da Flip é realizada na Tenda dos Autores, que possui um auditório com 850 lugares. Todos os eventos contam com tradução simultânea e são transmitidos na Tenda do Telão (externa), com capacidade para 1.400 pessoas, além da transmissão ao vivo pela internet.

Flip - Casa da Cultura

Programação paralela e complementar à principal, a Flip - Casa da Cultura ocorre na Casa da Cultura de Paraty e em outros locais da cidade. Definida pela curadoria da Flip, a programação promove pré-estreias e exibições de filmes, leituras de peças teatrais, exposições e debates.

Flip Zona

Na Flip Zona a programação é voltada ao público jovem. Um casarão antigo abriga uma sala utilizada para a exibição de filmes, apresentações musicais, recitações de poesias, entre outras atividades.

Flipinha
As crianças também são lembradas na programação. A Flipinha é realizada em todo o espaço externo da festa, em tendas e mesas distribuídas pela praça central da cidade. São realizadas oficinas artesanais, peças de teatro, shows musicais, bate-papo com escritores, exposições de bonecos e uma infinidade de outras atrações.

Realização

A Flip é realizada pela Associação Casa Azul, uma Oscip (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público) criada com o objetivo de contribuir para a resolução dos problemas de infraestrutura urbana de Paraty. Além de promover a literatura, potencializa transformações na cidade nas áreas de preservação do patrimônio, educação e infraestrutura urbana e constitui um veículo poderoso de mudanças profundas no modo pelo qual a população faz uso dos espaços públicos.

Escritores homenagens no anos anteriores

Os escritores homenageados nas edições anteriores da Flip foram Vinicius de Moraes, Guimarães Rosa, Clarice Lispector, Jorge Amado, Nelson Rodrigues, Machado de Assis e Manuel Bandeira.




Por Mário Barroso
MAC/BRASIL


Fonte: institucional

FLIP – uma grande festa!

Em sua oitava edição a Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) foi muito criticada, do início ao fim. Muitos acharam que este ano o evento teve um cunho político, outros que o autor homenageado não tinha muito a ver com literatura, entre outros questionamentos.


No entanto, é inegável reconhecer o respeito da organização com relação ao público, aos autores convidados, a programação e os horários. Não há como negar a beleza de Paraty e a hospitalidade de seu povo.

Mas o que marcou a Flip foi outra história...

Andar nas ruas de Paraty nos dias da festa é cativante. Cada esquina brota inúmeros artistas de rua, livros caindo dos galhos das árvores, músicos tocando ao ar livre, uma miscelânea de cores, sons e vivências que compõem a maior riqueza do evento.

A rua vira picadeiro, o cordeirista vira celebridade. A programação da calçada é tão cativante quanto a presença dos autores de best-sellers, artistas e celebridades. A literatura do poeta que pede para o leitor oferecer o preço da obra, ao lado de um realejo de fantoche. O quadro exposto no meio-fio sob a luz do Sol, incomparável com a iluminação computadorizada de qualquer Louvre.


Mas a programação oficial também teve seu brilho. Autores que fazem parte da colcha de retalhos do pensamento contemporâneo expuseram suas idéias, questionamentos, visões de mundo. O homenageado Gullar presente, os ícones da contracultura, Shelton e Crumb, também. A rebelde Allende. Os bombardeios de Azar Nafisi e Salman Rushdie contra os aiatolás. Drummond e Gilberto Freyre em memória.

A Flip ainda encantou pelo trato com as crianças, oferecendo uma programação extermamente lúdica e interessante. Shows musicais, peças de teatro, contação de histórias, oficinas artesenanais, entre outras inúmeras atividades propostas.

A oitava edição da Festa Literária Internacional de Paraty acabou. A luz apagou, a noite esfriou. Agora, os Josés e Marias voltam para casa, esperando uma nova oportunidade de contrapor a realidade.


por Mário Barroso
MAC/BRASIL

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Um imortal na biblioteca!

Nesta quinta-feira (24/06) o escritor Moacyr Scliar esteve presente em São Roque/SP e concedeu uma entrevista exclusiva para a MAC/BRASIL

Ele chegou com a sutileza de sempre e concluiu com a genialidade habitual, assim foi a participação de Moacyr Scliar na edição do programa “Viagem Literária”, da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo, realizada na Biblioteca Pública Municipal Prof.º Arthur Riedel, em São Roque/SP.

“Estou aqui como um peixe dentro d’água. Não há lugar melhor para coversarmos”, disse ao iniciar o bate-papo com as mais de 280 pessoas presentes no evento, entre jovens e adultos.

Moacyr Scliar nasceu em Porto Alegre e percorreu uma longa viagem para chegar aos mais de setenta livros publicados, entre crônicas, contos, ensaios, romances e literatura infanto-juvenil. Suas obras ganharam adaptações no cinema, no teatro e seu estilo leve e irônico lhe garantiu um imenso público de leitores. Em 2003 foi eleito membro da Academia Brasileira de Letras, tendo recebido antes inúmeros prêmios literários, como o Prêmio Jabuti (1988,1993 e 2009).

“No fundo eu continuo aquele gurizinho gaúcho que escrevia no papel de pão”, comenta remetendo-se a origem pobre de sua família imigrante. “Como não tinha dinheiro pra comprar um caderno eu escrevia ali mesmo e a primeira história que eu escrevi foi minha autobiografia. Terminei rápido, pois tinha apenas sete anos e não tinha muito o que contar”, ironiza, mostrando aos jovens que desde muito pequeno já tinha o hábito de escrever.

Sua família, de origem judaica, veio da Rússia fugindo da guerra e da perseguição. “Meus pais vieram num porão de navio, empilhados, sem ter o que comer”.

Segundo Moacyr Scliar, o desejo de ser escritor veio da admiração por seu pai, José Scliar. “Meu pai era um grande narrador, tinha prazer em contar histórias e eu dizia: quando crescer quero ser igual a ele. Mas o curioso é que ele não gostava de ler, não tinha esse hábito”.

No entanto, Sara Scliar, mãe do escritor e professora, era apaixonada pela leitura e deu nome ao filho em homenagem a obra Iracema de José de Alencar (no livro, o personagem Moacir simboliza o primeiro brasileiro nascido da miscigenação índio x português).

Depois de contar um pouco da sua história, Moacyr Scliar respondeu algumas perguntas dos jovens presentes. Quando questionado sobre a época da última ditadura militar no Brasil disparou: “Eu vivi a ditadura militar com muita intensidade. Na verdade, o golpe de sessenta e quatro teve um antecedente três anos antes. Quando Jânio renunciou, um gaúcho iria assumir o poder ( João Goulart) e houve uma tentativa de golpe. No levante contra o golpe, eu estava lá nas ruas com os estudantes. Eu me formei em medicina em sessenta e dois e nessa época eu era militante estudantil. Então posso dizer para vocês que a melhor ditadura é pior do que a pior democracia”, afirmou apontando que mesmo com os problemas recorrentes de corrupção no Brasil é muito melhor vivermos em um regime democrático.

Após responder as perguntas dos presentes, Moacyr Scliar deu uma entrevista exclusiva à MAC/BRASIL.


MAC/BRASIL: Moacyr, você tem algumas opiniões ditas de esquerda, já foi articulista de veículos como a Carta Maior (importante veículo de esquerda do Brasil), você é socialista?

Moacyr Scliar: “Sou socialista, mudei muito desde que eu era um jovem esquerdista, mas continuo acreditando nos valores básicos do socialismo: a solidariedade, a justiça social, o respeito a liberdade e acho que isso tem que ser complementado com uma tolerância em relação as opiniões dos outros, de admitir que nem todas as pessoas pensam igual e sobretudo de prestigiar a democracia como o regime pelo qual as mudanças sociais podem ocorrer.

MAC/BRASIL: Essa posição político-filosófica tem alguma relação com a sua origem familiar, social, enfim?

Moacyr Scliar: “Certamente. É algo até de família, porque na minha família muitas pessoas eram de esquerda e eu me criei lendo livros de esquerda, assistindo palestras, vendo revistas...”.

MAC/BRASIL: Qual a sua obra predileta relacionada ao socialismo?

Moacyr Scliar: “O Manifesto Comunista (de Karl Marx). Acho que é um belo livro. Como diagnóstico da injustiça social ainda é imbatível, as propostas de soluções é que são discutíveis, mas o diagnóstico é perfeito”.

MAC/BRASIL: Você acredita que a Sociedade Brasileira está indo em direção ao Socialismo, à Justiça Social, ou ao modelo Neoliberal arcaico norte-americano? Muitos perguntam como anda a cabeça do jovem brasileiro, então eu te pergunto, como anda a cabeça desses velhos do poder?

Moacyr Scliar: “Neste momento o Brasil está saindo de uma fase de deslumbramento com o neoliberalismo e eu acredito que vai chegar a um equilíbrio, não só o Brasil mas todo o mundo. Afinal, o mercado não pode ser o regulador da vida das pessoas. É preciso que se tenha bom senso para caminhar em outra direção”.

MAC/BRASIL: Você tem esperança em ver a questão do sionismo e do anti-semitismo resolvidas ainda neste século?

Moacyr Scliar: “Eu acho que os judeus pagaram um preço muito alto nessa história e a luta vale para todos, não só para o povo judeu. O holocausto não é um problema judaico, é um problema da humanidade”.

MAC/BRASIL: Esta semana morreu o escritor José Samarago, o que você pensa a respeito da obra deste que é considerado um dos principais escritores da atualidade?

Moacyr Scliar: “O Saramago é autor de obras importantes, mas defendia algumas idéias estranhas. Ultimamente ele dizia que a Espanha deveria anexar Portugal. Às vezes ele dizia algumas coisas absurdas, até com muita convicção. Mas ainda bem que suas opiniões não tinham muito a ver com sua literatura, que era brilhante”.


Por Mário Barroso
MAC/BRASIL

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Confirmado o "Woodstock Brasileiro"!

Foi anunciado nesta quarta-feira (16/06) que a cidade de Itu será mesmo palco de um festival de rock dos grandes, como foi o Woodstock em 1969. Pelo mesnos é o que prometem os organizadores.


O evento será intitulado "S.W.U Music And Arts" e será realizado entre os dias 9 e 11 de outubro de 2010, no espaço Arena Maeda. As bandas Pixies, Linkin Park, Dave Matthews Band e Incubus já estão confirmadas para se apresentar no evento.

Nos boatos que rolavam pela região, cogitava-se nomes como Bob Dylan, Green Day, Rage Against the Machine e Smashing Pumpkins. Mas, infelizmente, ainda nada está confirmado!

“O evento contará com várias atrações (e não somente musicais). Outros nomes devem surgir ao longo dos próximos meses, muitas bandas ainda estão em negociação”, explicou Fischer - um dos organizadores do evento.

Apesar da recente divulgação, o S.W.U já conta com apoio de várias empresas e artistas. A grande surpresa da coletiva foi a presença de Michael Lang (criador do primeiro festival de Woodstock em 1969). Serginho Groisman, o primeiro embaixador do projeto, também marcou presença e deixou o seu recado: “Com certeza se cada um de nós fizer um pouco, conseguiremos construir um mundo melhor”. Enfatizando a proposta de sustentabilidade do projeto.

O festival contará com dois ambientes e três palcos para a apresentação das bandas, sendo que um deles deve ser voltado somente à música eletrônica. Ainda não há previsão para a venda e valores dos ingressos, embora a empresa tenha anunciado que o objetivo é disponibilizar mais de trinta pontos diferentes de venda. Os detalhes serão divulgados em breve.



Fonte: www.itu.com.br

terça-feira, 18 de maio de 2010

Clássico em época de Copa do Mundo...

Futebol é uma paixão nacional! Muito mais para os homens, torcedores fanáticos, loucos não só pelo seu time como por qualquer jogo que esteja passando na televisão: “Argélia x Eslovênia pela Copa do Mundo: tô dentro!”.

Muitas mulheres reclamam que são jogadas para escanteio em dia de jogo, outras acham “uma babaquice, um bando de homem de shortinho correndo atrás de uma bola” e não ligam para essa situação.


Começa o jogo

Esse é um clássico de dois times que jamais vão se compreender. Eles se respeitam mutuamente, mas não aceitam suas diferenças. Homem e Mulher numa disputa acirrada.

A atacante parte pra cima no primeiro lance dizendo que não entende como é possível os homens verem centenas de vezes os mesmos gols, os mesmos lances, assistirem todos os dias os mesmos programas e ouvirem os mesmos comentários.

O centro-avante parte para o contra-ataque dizendo que não entende porque o produto escolhido por elas é sempre o mais caro da loja, que as mulheres falam demais e ficam pegando no pé o tempo todo.

O meio-campo dos dois times disputa na bola: direitos iguais, liberdade, uma entrada mais dura no preconceito e segue o jogo.

A defesa de ambos está bem postada. O zagueiro experiente rouba a bola, dá dois cortes na atacante, diz que lugar de mulher é na cozinha e dá um chutão pra frente.

A zagueira corta o ataque do adversário dizendo que vivemos numa sociedade patriarcal, machista e por isso o futebol, símbolo de virilidade, é tão aclamado!

A partida segue sem gols até o final e os times partem para a decisão por penaltis.



Penalidades

A batedora do time feminino chuta rasteiro dizendo que homem é tudo igual e faz o primeiro gol.

O batedor adversário chuta forte, no meio do gol, dizendo que mulher é tudo fofoqueira e converte.

A atacante chega com moral, corre pra bola e chuta no ângulo dizendo que homem não presta e faz um golaço!

O centro-avante adversário bate com força no canto dizendo que as mulheres também são infiéis, mas a goleira espalma dizendo que não é bem assim.

A zagueira dá de bico na bola dizendo que homem que é homem não bate em mulher e também faz.

Agora, o goleiro do time adversário vai bater, se ele errar elas avançam na competição. Até o momento ele não se pronunciou. Ele olha fixamente pra bola, corre e antes de bater dá uma paradinha dizendo: “Espera aí, a gente faz tudo por vocês, damos o melhor, compramos quase tudo o que vocês pedem, nos doamos ao máximo, blá,blá,blá e bate...

A goleira sabiamente espera, não cai e pega, dizendo: “Não fazem mais do que a obrigação!”.

O juiz apita. Final de jogo! Os jogadores do time adversário estão revoltados, partem para cima do juiz dizendo que a goleira se adiantou, está criada a polêmica!

Para acompanhar todos os lances, comentários e reprises dessa partida, não perca o próximo capítulo da sua novela diária.

 
 
Por Mário Barroso

quinta-feira, 8 de abril de 2010

MAC/BRASIL - edição nº4

Agora a MAC/BRASIL está disponível online em um novo formato, mais prático e de fácil visualização.
Clique no link abaixo e confira a nova versão da revista:

http://www.readoz.com/publication/read?i=1024653

OBS: link seguro, não contém vírus.

nforme-se e divulgue!

MAC/BRASIL
Contato: mario81_sr@hotmail.com

quarta-feira, 7 de abril de 2010

ATA da 1ª Reunião do Fórum Permanente de Cultura de São Roque/SP

Dia 29/03 foi realizada a primeira reunião do Fórum Permanente de Cultura de São Roque. Cerca de 15 pessoas estiveram presentes, entre sociedade civil, poder legislativo e diretoria de cultura.




Após duas horas de reunião ficou decidido que o Fórum Permanente de Cultura de São Roque será realizado na última segunda-feira de cada mês, à partir das 19hs., no prédio do SEBRAE (localizado no Centro Educacional e Cultural Brasital), sendo convocado pela Divisão de Cultura da Prefeitura Municipal da Estância Turística de São Roque, divulgado na imprensa local pela diretoria de cultura e por outros meios através dos participantes.



Em assembléia, ficou decidido por unanimidade, que o regimento interno do Fórum será baseado no modelo do Fórum Permanente de Cultura de Campinas/SP.



O objetivo das reuniões é instaurar o Conselho Municipal de Cultura de São Roque, através de lei, baseando-se no modelo do Conselho Municipal de Campinas/SP. Os membros participantes do Fórum Municipal de Cultura serão os responsáveis em discutir o anteprojeto de lei que será enviado ao Poder Executivo e Legislativo e eleger os membros que participarão do Conselho Municipal de Cultura.



Na ocasião, esteve presente o vereador Donizete Plínio Antonio de Moraes, que se comprometeu em propor, através de lei, a criação do Fórum Permanente de Cultura de São Roque, antes da próxima reunião.



Ao final, o Chefe da Divisão de Cultura, Rodrigo Boccato, fez algumas considerações sobre os eventos, a verba disponível para a cultura e o trabalho que pretende realizar no município, colocando-se à disposição dos presentes para ouvir solicitações, sugestões e críticas.











São Roque, 30 de Março de 2010.





por Mário Barroso